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O som ao redor e o lugar de sua ausência
[Por Isabel Mansur] Um som. Silêncio. O som do silêncio. O silêncio do som. Uma ameaça velada, prestes a surgir, que assusta e apavora. Como um inconsciente comum, a violência cotidiana é o fio condutor de uma trama que revela os elementos de continuidade histórica do autoritarismo na particular formação social brasileira: o som ao redor.
Os 35 Melhores Filmes da Esquerda
[Publicado em 17.04.2013 - Por António Santos para o Diário Liberdadae] Cinema e socialismo foram colegas de escola no princípio do século XX. Às vezes juntos, cresceram, apaixonaram-se, magoaram-se, desiludiram-se e continuaram a aprender.
Esta lista, inevitavelmente incompleta e truncada de injustiças, resgata da História do Cinema as melhores e mais belas encarnações dos ideais da esquerda.
Uma História de Amor e Fúria: um desenho animado para lutadores populares
[Publicado em 8.4.13 - por Sérgio Domingues/ Pílulas Diárias] “Meus heróis nunca viraram estátua. Morreram lutando contra os caras que viraram”. Esta frase é do personagem principal do filme de animação "Uma História de Amor e Fúria", de Luiz Bolognesi. Uma produção que procura despertar os mais jovens para a bela aventura de luta por justiça social.
Alipio Freire: “O terror de Estado está aí, vivo”
[Publicado em 4.3.13 - por Patrícia Benvenuti/ Brasil de Fato] Uma série de iniciativas nos últimos anos vem colocando em pauta o período da ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985). Além de ações de repercussão como a Comissão da Verdade, livros e filmes lançados recentemente também resgatam acontecimentos e contribuem para a compreensão do que ocorreu na época. Um dos mais novos trabalhos nesse sentido é o documentário 1964 – Um golpe contra o Brasil. Lançada em março deste ano, a produção tem como foco a questão do regime, mas com uma proposta diferente: relatar e analisar os momentos que antecederam o golpe.
DISCOVERY MOSTRA UM DOS PERÍODOS MAIS CONTROVERSOS DA HISTÓRIA BRASILEIRA NO ESPECIAL “A REDE CONDOR”
[Publicada em 25.03.2013] No especial A REDE CONDOR, que foi exibido domingo, 24 de março, às 21h30, o Discovery revela os bastidores desta sangrenta operação que perseguiu, torturou e assassinou centenas de milhares de pessoas. Os depoimentos de historiadores, investigadores, jornalistas e presos políticos trazem detalhes de como se formou e atuou esta rede de cooperação, desde seu início em reuniões secretas entre altos líderes militares até serem colocados em prática atos de extermínio.
A tortura retratada no filme
[publicado em 01/02/2013 - Análise do fime feita por Slavoj Zizek] ‘A hora mais escura’, com cinco indicações ao Oscar e que estreia em 15 de fevereiro no Brasil, trata dos bastidores da operação dos EUA que matou Osama Bin Laden em 2011. Diretora Kathryn Bigelow se defende, mas cenas de tortura “normalizam” a prática de modo até mais intenso do que fazia a série de tevê “24 Horas” – um sinal do vácuo moral do qual nos aproximamos.
Documentário “15 filhos” exibe relatos de filhos de guerrilheiros sobre ditadura
Publicado em 27.04.11 – Por Blog do Mello
Análise do Filme Segunda-Feira Ao Sol
[Publicado em 15.04.2011 - POr Giovanni Alves]
A febre do ouro
[Por Mino Carta - 11.03.2011]
Mostra "Os Melhores Filmes do Ano", de 22.02 a 06.03, no CCBB do Rio
[Publicado em 21.01.11] De 22 de fevereiro a 6 de março, acontece no cinema do Centro Cultural do Banco do Brasil a 9ª edição da mostra Os Melhores Filmes do Ano. Serão exibidos os 10 melhores filmes lançados comercialmente nos cinemas em 2010, segundo os integrantes da ACCRJ - Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro.
Tropa de Elite 2: o "inimigo" pode ser outro, mas as vítimas continuam invisíveis
[Por Rede Contra a Violência] Tropa de Elite 2, a sequência do filme de 2007 de José Padilha, tornou-se em poucas semanas o filme brasileiro que atingiu a maior audiência de todos os tempos (quase 11 milhões de espectadores). Entretanto, mais do que um fenômeno cultural, este é um fato social e político que reflete graves processos que estão se desenvolvendo na sociedade. A Rede Contra a Violência foi convidada pelo jornal Brasil de Fato a contribuir com uma crítica ao filme, para ser publicada numa matéria mais abrangente do jornal, com várias outras contribuições. O artigo que se segue é fruto de nossa discussão coletiva feita a partir deste convite, e divulgamos com autorização dos companheiros do jornal.
Inimigo da América
[Ramon Szermeta] Ele participou de protestos contra a ocupação americana no Vietnã. Subiu em palanques e discursou pela paz e contra a intolerância. Esteve presente em shows contra a perseguição política nos EUA, denunciou a prisão do poeta John Sinclair e da ativista negra do Partido Comunista Americano, Angela Davis. Logo foi parar nos arquivos da CIA, que abriu inquérito e procedimentos de vigilância contra ele, grampeando seu telefone e seguindo-o passo a passo. [10/06/2010].
O que resta do tempo, filme sobre conflito árabe-israelense
Publicado em 18.06.2010
Ao Sul da Fronteira em cartaz no Brasil
Publicado em 18.06.2010
Freud X Woody Allen: No mito do amor tudo dá certo
[Por Aline Vieira] Em 1959, Lacan ensinava que Totem e Tabu (Freud, 1913/2004) era o único mito que a modernidade fora capaz de produzir. Esse livro de Freud nos conta sob a forma de um mito científico - feito com os rebotalhos de muitas teses da sociologia e da biologia- como a vida humana teria começado. Com o assassinato de um chefe-pai, opressor que vetava todo comércio sexual que não o concernisse diretamente, os perpetradores do crime, então irmanados, instituíram uma lei que repetia a interdição encarnada anteriormente pela figura do tirano. O nascimento da cultura é expresso pela ótica freudiana por um mito que narra um assassinato, primordial e necessário sem o qual a cultura moderna não existiria.
Capitalismo e Michael Moore: um caso mal resolvido
[Por Sérgio Domingues] Capitalismo: uma história de amor é mais um ótimo filme de Michael Moore. Mas, o próprio diretor parece ter dificuldades em romper radicalmente com aquilo que denuncia tão bem.
Dançando com o Diabo, filme de Jon Blair
[Por Sheila Jacob] Estreou no Festival do Rio o documentário Dançando com o Diabo, dirigido pelo cineasta sul-africano Jon Blair e co-produzido pelo jornalista inglês Tom Phillips, correspondente do The Guardian. A maioria das imagens foram feitas no Complexo da Coréia, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com foco em três personagens: Leonardo Trovão, inspetor da polícia civil; Juarez “Aranha”, traficante da Coréia (Zona Oeste do Rio); e o pastor Dione dos Santos. O filme dá a oportunidade de cada um contar sua versão dos fatos, possibilitando, assim, seu reconhecimento como seres humanos – ao contrário do que normalmente a mídia comercial faz, ao transformar a violência em espetáculo e ao criminalizar as favelas e a população que lá vive.
Em Paris 36, os trabalhadores sobem ao palco e viram os protagonistas
[Por Sheila Jacob] O filme Paris 36, de Christophe Barratier, mostra a esperança e as lutas de trabalhadores do subúrbio da capital francesa por melhores condições de vida e emprego. O longa aborda as mudanças ocorridas na cidade de Paris em 1936. A vitória da Frente Popular de Léon Blum, político socialista, faz nascer as esperanças nos trabalhadores de todo o país. Blum, eleito primeiro ministro em 1936, foi responsável pela jornada de trabalho de 40 horas semanais, pela nacionalização do Banco da França e por reformas sociais.
Mídia de direita louva o filme Simonal e encobre que ele foi colaborador íntimo da repressão
Na ocasião do lançamento do filme Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, há uma orquestração de toda a mídia empresarial/ comercial de louvação à figura do cantor. Vale a pena acompanhar a futrica. O que você não vai ler nunca na chamada "Grande imprensa", ou seja, a mesma mídia que preparou e apoiou o Golpe e a Ditadura de 64, é o que saiu na própria Folha de S.Paulo em 30 de março de 2008. Veja como hoje é lembrado o cantor, e como em 2008 a própria Folha o definia.
O Último Discurso
O Grande Ditador - Charles Chaplin
O ano em que o medo nas fábricas terminou
[Por Carlos Mattos] Em 1978 e 1979, todo cinéfilo "progressista" orgulhava-se de já ter visto, no circuito paralelo, docs como A Greve de Março, de Renato Tapajós, Greve! e Trabalhadores, Presente, de João Batista de Andrade, ou este Braços Cruzados, Máquinas Paradas, que sai agora em DVD pela Videofilmes. Algumas exibições desse último eram precedidas do curta Libertários, de Lauro Escorel Filho, que traçava um perfil histórico do proletariado urbano de São Paulo, destacando o papel dos imigrantes italianos e dos movimentos anarquistas do início do século 20.
Uma câmera contra o peleguismo
[Por Amir Lakabi]Um dos clássicos do documentário sobre o movimento sindical brasileiro, “Braços Cruzados, Máquinas Paradas” (1979) de Roberto Gervitz e Sérgio Toledo, finalmente chega ao DVD (Videofilmes). Lembro tê-lo visto pela primeira vez, no começo dos anos 1980, numa de suas milhares de projeções em sindicatos. É um filme pioneiro em várias frentes. Vivia-se ainda o capítulo final da ditadura militar instalada em 1964. O garrote sobre o sindicalismo começava a ser desafiado. Gervitz e Toledo acompanham a luta pela renovação na liderança do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, controlado desde 1965 pelo pelego Joaquim dos Santos Andrade, o “Joaquinzão”.
Era (mais) uma vez a criminalização da favela
[por Adriana Facina - UFF/Observatório da Indústria Cultural]
Fascismo no cinema
[Por Conor Foley - The Guardian (*). Brasileiros deveriam se envergonhar com o sucesso de "Tropa de Elite", um filme que desumaniza as vítimas da tortura policial. [25/02/2008]
Nem Batman, nem Coringa
[Por Sérgio Domingues] "Batman, o cavaleiro das trevas" mostra que o Homem-Morcego e o Coringa sofrem da mesma doença. São criaturas violentas que se relacionam com a violência das grandes cidades. Mas, na vida real, tanto mocinhos como bandidos acabam servindo aos interesses dos poderosos.
A matar pelo bem do Brasil
[Por Mario Maestri] Em "Tropa de Elite", o singular não é o filme em si, mas o estrondoso sucesso antes mesmo do seu lançamento. Como película, a obra de José Padilha repete em geral as receitas inovadoras de "Cidade de Deus", sem o brilho do célebre longa-metragem de Fernando Meirelles: a criminalidade urbana como tema; o narrador como condutor da trama; os quadros dinâmicos em uma sucessão de clips. Uma espécie de plágio doce devido parcialmente ao fato de Bráulio Mantovani assinar os roteiros das duas películas. [Julho/2008]
O Poder não olha a vocação.
[Por Raquel Junia] O documentário desconstrói fórmulas, mostra a fragilidade de uma candidatura política, mesmo quando ela tem padrinhos fortes como um pai deputado federal e a mãe deputada estadual e evidencia as confusões sobre o entendimento a respeito da democracia. Ao final é imagem, apenas imagem, ou ilusão de que os processos eleitorais são expressões da participação popular. Não existe vocação para o poder, existe um momento histórico.
Documentário sobre Frei Betto e Movimentos Sociais do Brasil na TV Francesa
No próximo dia 11 de março o canal de televisão francês KTO exibe, em rede nacional, o filme «Movimento », do diretor brasileiro Marcello Lunière. Com 52 minutos de duração. O documentário apresenta um histórico dos movimentos sociais no Brasil, desde a década de 1960 ate os dias atuais. As reformas de base reivindicadas no governo João Goulart, a luta contra a ditadura, as greves no ABC que deram origem ao PT, as ocupações promovidas pelos Sem Terra e os Sem Teto, entre outras mobilizações, são apresentadas em ordem cronológica, compondo um apanhado da luta contra a desigualdade social no país.
Tropa de Elite e No Country for Old Men
[Por Arthur tuoto] "Tropa de Elite" teria muito o que aprender com o filme-tese dos irmãos Coen. Enquanto Padilha prefere usar a violência para nitidamente vibrar com seu Capitão Nascimento, os irmãos norte-americanos criam um melancólico e sério panorama do que vem a ser uma natureza violenta e toda a irracionalidade e destruição que ela carrega.
Bilhete à esquerda
Lá está o diretor com sua touca laranja a comemorar o prêmio. Lá está o ator principal a dizer que o prêmio cala a boca dos críticos. Lá está a atriz a beijar o troféu, conquistado em cima do sangue daqueles que tombam pelas mãos das tropas das elites.
Documentário sobre a luta das comunidades Sururu de Capote e Vila Santo Afonso
"Peraí, é nosso direito!", dirigido pelo premiado cineasta Renato Barbieri, será lançado no próximo dia 26, simultaneamente em Brasília, Teresina e Maceió
Meu Nome não é Johnny: o anti-Tropa de Elite. Uma boa mensagem de ano novo
[Por Claudia Santiago] Meu Nome Não é Johnny é um hino em defesa dos direitos humanos e da crença na possibilidade de recuperação dos indivíduos. É bonito. É sensível. É humano. É mais um filme que trata do mundo das drogas no Rio de Janeiro. Mas não é simplesmente mais um. Desta vez, o mesmo assunto é abordado de um ponto de vista totalmente contrário aos valores que compõem a ideologia fascista. É o anti - Tropa de Elite. Não tem heróis salvadores da pátria.
Para o filme Tropa de Elite, “favelado bom é favelado morto”
[Por Vito Giannotti] - Se a missão do Bope é “entrar na favela e deixar corpo no chão”, a mensagem que o filme passa é que na favela só tem criminoso, assassino, traficante a ser deixado no chão. Esta é a primeira, a segunda, a terceira, a quarta idéia do filme. É a idéia mais nociva.
O filme faz sucesso por dois motivos:
. Trata do tema que mais preocupa a sociedade brasileira: a violência e a segurança.
. Retrata e reproduz as idéias dominantes da sociedade sobre a favela, os pobres, os negros, ideologia espalhada pelos quatro Cavaleiros do Apocalipse da comunicação de direita nacional: Folha de S. Paulo, O Estadão, O Globo e Veja. [25.10.2007]
Filme Tropa de Elite assume o discurso do Bope
[Por Claudia Santigao] “Homens de preto qual é sua missão? É entrar na favela e deixar corpo no chão” . De acordo com o ponto de vista do filme, que é o mesmo do Bope, a única saída é aumentar a violência tanto nas favelas quanto contra a juventude que gosta de fumar maconha. Para eles, assim como declarou recentemente na televisão um deputado estadual do Rio de Janeiro, cujo sobrenome é Bolsonaro, os culpados por tudo são os “maconheiros”. [15.10.2007]
Tropa DA elite ou Matou na favela e foi ao cinema
Trata-se de uma guerra contra os pobres,
recrudescida em tempos neoliberais nos quais a contrapartida da criação de
uma sociedade do desemprego é a necessidade das classes dominantes
ampliarem não somente os meios para obtenção do consenso, mas também os
instrumentos coercitivos que mantenham os oprimidos sob controle.
Sobre o Festival Latino Americano da Classe Obrera, em Belo Horizonte
Por Aline Souza. Quando já não havia mais esperanças de realização do Festival Latino Americano da Classe Obrera - FELCO em Belo Horizonte, eis que surge uma luz no fim do túnel movida por uma imensa vontade de promover o cinema militante nessa cidade capital mineira, mostrando que é possível o uso do cinema como ferramenta de construção social e de mobilização em prol da educação.
Sobre ilusões e espadas
Por Sérgio Domingues - "O ilusionista" é um bom filme de suspense. Talvez, sem querer, também é uma denúncia das relações entre mídia, sociedade e poder. Sobre as ilusões que permitem aos poderosos usar a espada quando é necessário. [Março de 2007]
Batismo de Sangue, o novo filme de Helvécio Ratton
O CAMINHO PARA GUANTÂNAMO
"Temos que fazer alguma coisa pra mudar. Não acredito que isto existe". Foram essas as primeiras palavras que ouvi de uma moça sentada na fileira de trás, assim que acabou o filme. Mas foi só acenderem as primeiras luzes do Estação Paissandu e via-se que o sentimento era geral. A sala estava cheia e ninguém saiu de lá imune. (17.10.2006)
O “Vôo 93” e a mistura entre fato e ficção
Paul Greengrass conseguiu fazer um filme cheio de suspense, apesar de todos conhecerem o final da estória. O segredo foi dar à sua obra um formato de documentário. Mas, seu filme revela menos sobre o terrorismo e mais sobre o terrível poder de manipulação das imagens e sons.
Na profunda escuridão do mar
O nome estadunidense pomposo não correspondia ao rapaz. Stuart Edgar Angel Jones era apenas um jovem da classe média carioca, como tanto outros que, desde 1967, participou alegre das mobilizações estudantis contra a Ditadura Militar. (14.08.2006)
Na profunda escuridão do mar
Mário Maestri. O nome estadunidense pomposo não correspondia ao rapaz. Stuart Edgar Angel Jones era apenas um jovem da classe média carioca, como tanto outros que, desde 1967, participou alegre das mobilizações estudantis contra a Ditadura Militar. Seu nome complicado deveu-se a tropeço do coração da mãe, a mineira Zuleika Gomes Netto, que conheceu, em Belo Horizonte, onde morava e estudava, o estadunidense Norman Angel Jones, filho e neto de missionários protestantes.
O casamento foi curto. Já no Rio, Zuleika, ou Zuzu, pros íntimos, teve que segurar a barra e meter a cara na costura pra sustentar o rebento de nome estranho e duas filhas que o seguiram. Desde Minas, fazia vestidos pra primas com qualidade e imaginação. Em meados de 1950, casada, ganhava uns pilas costurando pra fora saias baratas, pois a vida de mulher de profeta nunca foi fácil. La Insignia. Brasil, agosto de 2006.
Zuzu Angel: verdadeiro e distante
Por Sérgio Domingues. Sérgio Rezende fez um filme bonito, correto, verdadeiro. Mas, a impressão é de que a ditadura e seus crimes ficaram distantes, abstratos. Nem parece que os responsáveis por eles jamais foram punidos e que há um mecanismo que continua produzindo escuridão. (14. Agosto de 2006)
Os executivos e sua vocação para o crime.
Por Sérgio Domingues, em 01.07.2006. Dois filmes recentes falam de desemprego entre executivos de grandes empresas. “O Corte” de Costas Gavras é humor negro de qualidade. “As loucuras de Dick e Jane”, com Jim Carrey, é besteirol bem feito. Ambos apontam o crime como solução para o problema.
Os executivos e sua vocação para o crime. Por Sérgio Domingues, em 01.07.2006
“Código Da Vinci”: quando denunciar conspirações ajuda os conspiradores
Por Sérgio Domingues
Carlitos: a solidariedade em meio à fome, ao desemprego e à exclusão social.
Por Flávio Amaral
.....De chapéu coco, bengala, paletó, calças largas e sapatos furados, Carlitos vaga pelas ruas tentando sobreviver. O personagem criado por Charles Chaplin é certamente o mais célebre da história do cinema. Em algumas dezenas de filmes, entre curtas, médias e longas-metragem, nenhum outro personagem do cinema mundial teve tanto êxito ao abordar a exclusão social (...) Do Repórter Social, nov/2005
Um épico de vidas infames
Por Maria Rita Kehl
Se "Cidade Baixa" fosse apenas uma história de amor, já seria um belo filme. O amor restou como única forma de transcendência à disposição de nossas vidas privatizadas: quanto mais se amesquinha a vida pública, no Brasil, mais inflado nosso imaginário amoroso. Se "Cidade Baixa" se limitasse a corresponder à nossa carência insaciável de histórias de amor, temperado com cenas de bom erotismo, já estaria melhor que a encomenda. Mas penso que o filme de Sérgio Machado vai além. Na Folha de S. Paulo, 13/11/2005
“Manderlay” e a máquina da opressão
Por Sérgio Domingues
A continuação de “Dogville”, de Lars von Trier, tem diversas dimensões. Mas a principal delas é, sem dúvida, a denúncia do racismo e de como funciona a opressão. Não só nos Estados Unidos, nem apenas em seu aspecto ativo, mas também em sua forma passiva e universal.
“Vale A Pena Sonhar”
A trajetória de uma das mais ricas personalidades da vida social e política do país, percorrendo episódios históricos - como a Insurreição de 1935, a luta pela anistia e a fundação do Partido dos Trabalhadores, além da Guerra Civil espanhola e a Resistência francesa contra a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial – e revelando motivações pessoais e dramas familiares. Assim é o longa-metragem “Vale A Pena Sonhar”, dirigido por Stella Grisotti e Rudi Böhm e produzido pela Superfilmes, que aborda a vida de Apolônio de Carvalho. (out/2005)
Os filhos de Francisco Camargo e os "filhos" de Chico Buarque
Breno Silveira fez "Os dois filhos de Francisco" para mostrar o caminho de Zezé Di Camargo e Luciano até o sucesso. A dupla sertaneja canta para as vítimas de uma desigualdade social que só aumentou nos últimos 40 anos. Um público cada vez mais distante da realidade daqueles que admiram a maravilhosa obra de um Chico Buarque, por exemplo. Por Sérgio Domingues, setembro de 2005
Em "Sin City", os anjos são sujos e justos
O filme de Robert Rodriguez e Frank Miller é a melhor adaptação do cinema de uma obra em quadrinhos. É um diálogo vitorioso das duas artes. Os anjos vingadores da Cidade dos Pecados estão destinados a cair. Mas não sem levar com eles alguns dos vermes humanos criados pela sociedade capitalista. Por Sérgio Domingues, agosto de 2005
Na "Terra dos Mortos", junte-se ao time dos não vivos
George Romero explicou seu último filme com a seguinte frase: "Sempre achei que os zumbis são a classe operária na sociedade dos monstros". Com essa dica, é possível ver no filme uma crítica ao capitalismo. A nós cabe nos juntar aos zumbis contra os monstros. Por Sergio Domingues, julho de 2005.
"Guerra nas Estrelas" despreza a política... e o povo
"A vingança dos Sith" é o último filme da fantasia espacial criada por George Lucas. Neste episódio fica mais claro o desprezo de Lucas pela política. Combinado com a ausência do povo, pode ser uma posição perigosa porque leva facilmente ao conservadorismo. Por Sérgio Domingues, junho de 2005
Quanto algumas ONGs ganham com a miséria?
....."Quanto vale ou é por quilo?" é o mais novo filme de Sérgio Bianchi. ONGs e entidades desonestas são acusadas de lucrarem com a miséria, usando dinheiro público. E ainda mostra como a miséria tem cor e endereço definidos. É negra e favelada. Por Sérgio Domingues, maio de 2005
Um salto cego, mas em direção à luz
....."Cabra-Cega", de Toni Ventura, é um excelente filme. Mostra os erros da esquerda armada, que tentou desafiar a ditadura militar de forma isolada. Por outro lado, honra a coragem de quem enfrentou as trevas saltando em direção à luz. Por Sérgio Domingues, maio de 2005
“Um filme falado” afirma a sabedoria das palavras
A mais recente obra de Manoel de Oliveira pode parecer uma defesa da civilização branca e ocidental. Mas é possível chegar à conclusão oposta. O filme alerta para a necessidade de que a ação seja orientada pela sabedoria da fala. Seja ela ocidental ou oriental. Por Sérgio Domingues, maio de 2005
Walter Salles protesta contra organizadores do Oscar
Premiado com a melhor canção no Oscar 2005, o compositor uruguaio Jorge Drexler não pôde interpretar "Al otro lado del río", apresentada originalmente no filme "Diários de motocicleta", de Walter Salles. Sobre a interpretação de Antonio Banderas e Santana na cerimônia, Salles é categórico: "(...) não tem qualquer semelhança com a versão original que está no filme, tanto na forma quanto no conteúdo. Estava equivocada até no cenário e no figurino. Se nos convidam para essa festa, que nos aceitem como somos, e não como acham que devemos ser". Leia a íntegra da nota. Do Boletim NPC n.63, março de 2005
"Alexandre, o grande": foi mal de bilheteria, melhor na ousadia
mais recente filme de Oliver Stone mostra um Alexandre guerreiro, corajoso, conquistador. E bissexual. Isso parece estar contribuindo para seu fracasso nas bilheterias. De nossa parte, merece aplausos pela coragem de levar a questão ao grande público. Por Sérgio Domingues, janeiro de 2005
EUA lutam para expandir seus domínios na cultura global
País força acordos de liberalização no setor audiovisual. Por Nicole Vulser, do Le Monde, 24/12/2004.
Incríveis, somos todos nós
Por Sergio Domingues, dezembro de 2004. No desenho animado "Os Incríveis", uma família de super-heróis tem que esconder seus poderes. Nós, ao contrário, temos que redescobrir nossas super habilidades. As que foram seqüestradas e escondidas pela sociedade de classes.
Expresso Polar: uma prece para o "santo" capitalista
São Nicolau transformou-se no Papai Noel, velho, barbudo e gordo por obra e graça da Coca-Cola. Um verdadeiro santo capitalista. O filme de Robert Zemeckis é uma prece caprichada e nos faz perguntar porque a figura redonda e vermelha tem tanto apelo. Por Sérgio Domingues, novembro de 2004
Romantismo, cinema e TV
.....Por Sergio Domingues, novembro de 2004. Acreditem, o romantismo é um protesto contra a sociedade capitalista. O estranho é que Hollywood e a Globo usem e abusem desse tipo de protesto.
Sem o calor da lei
Por Luiz Fernando Gallego, novembro de 2004. "Chamas da Vingança" conta a estória da fúria narcisista de um guarda-costas que não conseguiu evitar o seqüestro da criança que ele acompanhava. A partir desta frustração ele retomará sua implacável mecânica de “máquina de matar”: afinal, é um ex-agente com muitos serviços prestados a Tio Sam em territórios fora dos EUA.
O capitalismo cobra 1,99 para destruir a vida
Por Sergio Domingues, outubro de 2004. O filme “1,99”, de Marcelo Masagão, faz a crítica do consumismo. Mostra que a vida dominada pela mercadoria pode ser levada à destruição. A ironia é que foi aceito no mundo das mercadorias sem maiores preconceitos.
O Audiovisual e Nós
Do Planeta Porto Alegre, em setembro de 2004. "Macunaíma, Subdesenvolvimento e Cultura", de Samuel Pinheiro, inicia um debate que marcará 2005: as políticas culturais e a identidade de uma nação
Desmanchando as camas de gato
Por Sérgio Domingues, outubro de 2004. Alexandre Stockler fez de “Cama de Gato” uma denúncia da violência e impunidade entre jovens da classe média. Mostra a miséria de sentido que o capitalismo representa em suas vidas. A esquerda também deve denunciar essa situação, mas evitando armar novas camas de gato.
"A Vila" e o isolamento conservador
Por Sérgio Domingues, em setembro de 2004. "A Vila", do diretor M. Night Shyamalan, faz a denúncia do papel maléfico do dinheiro e defende o isolamento das relações capitalistas. Mas isso não é possível. A luta contra o capitalismo tem que ser global. Experiências como o "socialismo num país só" da União Soviética mostram isso.
Por que Olga incomoda?
Por Emir Sader, jornalista e professor da USP e UERJ, agosto de 2004. Olga incomoda. Ninguém sai do cinema alheio a esse belo filme, baseado na obra-prima de Fernando Morais, que desagradou a imprensa e alguns “formadores de opinião”. A crítica cinematográfica ficou incomodada, alguns jornais chegam ao limite de praticamente não recomendar o filme, pela baixa avaliação que lhe dão, em comparação com a quantidade de porcarias holywoodianas recomendadas diariamente.
Cartas à imprensa: Pra quê mentir?
Esta carta, do leitor Pedro Amaral de agosto de 2004, foi enviada recentemente ao jornal O Globo, mas por alguma razão eles não a publicaram. O Globo não publicou, o NPC publica. "Prezados senhores: Em artigo sobre a obra "Fahrenheit 9/11" publicado na seção "Opinião" do "Globo" de 10 de agosto último, o Sr. Ali Kamel afirma que "o filme "denuncia" que o serviço secreto protege a embaixada da Arábia Saudita". É mentira. (...)"
Cartas à imprensa: Brasil de Fato e o filme "Olga"
Esta carta foi enviado por Luís Mergulhão ao Jornal Brasil de Fato em agosto de 2004. "Caros Companheiros de Luta: Permitam-me discordar profundamente da análise do filme "Olga", publicada na última edição. "Olga" é acusado de ser romântico, comercial e feito para o grande público. (...)"
Olga: um belo sacrifício pela causa errada
.....Por Sérgio Domingues, agosto de 2004. O trabalho bem feito do diretor Jayme Monjardim honra a coragem da militante alemã e mostra o carrasco que foi Getúlio Vargas. Só não mostra as semelhanças entre as políticas varguista e stalinista em relação ao nazismo que assassinou Olga.
Acerca do futuro do audiovisual brasileiro
APROCINE, 9 de agosto de 2004
"Eu, Robô" e a esperteza artificial
Por Sérgio Domingues, agosto de 2004. Temas como a inteligência artificial ou a relação entre o direito e a moral poderiam ser bem explorados pelo filme de Alex Proyas. O diretor preferiu ficar na diversão superficial.
Shrek e o futuro dos atores de Hollywood
Por Sérgio Domingues, junho de 2004. O filme de Andrew Adamson, Kelly Asbury e Conrad Vernon aperfeiçoou a animação de personagens humanos. Ao mesmo tempo, atores reais ficaram fora de cena, dublando seus colegas desenhados. Há quem diga que a profissão vai perder empregos para atores virtuais.
Depois de amanhã mostra poder de distorção de Hollywood
Por Sérgio Domingues, junho de 2004. O filme "O Dia Depois de Amanhã", do diretor Roland Emmerich, poderia servir como um alerta para o problema do aquecimento do planeta. Mas, as necessidades comerciais de Hollywood transformam tudo em diversão inconseqüente.
Che Guevara de La Mancha
Por Sérgio Domingues, 20 de maio de 2004
“Diários de Motocicleta”, um filme essencial
Por Claudia Santiago, maio de 2004
A Beleza Americana no Iraque
Militares femininas americanas envolvidas em torturas no Iraque. A bela Uma Thurman decepa cabeças e membros em Kill Bill. A força bruta masculina parece contaminar as mulheres. Mas, filmes como Beleza Americana e Nascido para Matar ajudam a explicar porque a violência não é natural, nem nos homens. Por Sérgio Domingues, 24 de maio de 2004
A câmera toma partido em Pão e Rosas
Texto compilado; Por León Diniz, em abril de 2004
O cristo supersticioso e amigo dos ricos de Mel Gibson
Por Sérgio Domingues, março de 2004
De volta ao Cidade Deus: o difícil e o fácil nas escolhas estéticas
Por Sérgio Domingues
Asterix ajuda a entender o capitalismo
Por Sérgio Domingues
Lisbela e os prisioneiros do tédio
Por Sérgio Domingues
Enlatado made in U.S.A: Samuel L. Jackson vai ao Festival do Rio 2003 lançar seu novo filme
Por Latuff
Filmes de guerra: como culpar as vítimas por serem vítimas
Por Sérgio Domingues
Documentário investiga sinistra Operação Condor
Por Susana Schield
Um filme para os que sofrem de desabamento na alma
Por Elizabeth Lorenzotti
Cidade de Deus, do jeito que o diabo gosta
Por Sérgio Domingues
Começa a ser rodado filme sobre a guerrilha do Araguaia
Por Luiz Carlos Antero e Rita Polli
A vida de Apolônio de Carvalho nas telinhas
Por Camila Agustini
O estranho Oscar de Michael Moore
Por Sérgio Domingues.
Núcleo
Piratininga
de Comunicação
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