Trabalhadores
Servidores técnicos de 24 universidades federais aderem à greve da categoria
Publicado em 09.06.11 – Por Lucas Azevedo, Especial para UOL Educação
A
paralisação deflagrada pelos técnicos administrativos das universidades
federais desde segunda-feira já conta com a adesão de 24 instituições
em todo país nesta quarta (8), segundo levantamento do sindicato da
categoria. Conforme
a Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades
Públicas Brasileiras), a expectativa é que até o início da próxima
semana 25 universidades das 56 que integram órgão engrossem as fileiras
grevistas. Ao todo, são 179 mil técnicos administrativos nas
instituições federais.
Aos
poucos, os efeitos da greve começam a ser sentidos em serviços básicos
das universidades, como transporte, alimentação e acesso a bibliotecas e
laboratórios. No Rio Grande do Sul, técnicos da UFRGS (Universidade
Federal do Rio Grande do Sul), da UFCSPA (Universidade Federal de
Ciências da Saúde de Porto Alegre) e do IFRS (Instituto Federal do Rio
Grande do Sul) estão de braços cruzados desde segunda-feira. Um
levantamento realizado nesta quarta-feira durante assembleia-geral das
categorias apontou que 45% dos quadros cruzaram os braços.
No
Distrito Federal, a paralisação afetou o almoxarifado, a prefeitura
universitária, o restaurante e a biblioteca da UnB (Universidade de
Brasília). No hospital universitário, um acordo entre sindicato e
administração garantiu o mínimo de 30% de funcionários em atendimento.
Desde
março, os sindicatos vêm sinalizando para o governo sua insatisfação.
As principais reivindicações dos servidores são reajuste salarial, piso
de três salários mínimos (atualmente o salário é de R$ 1.034,59),
equiparação entre ativos e inativos e entre trabalhadores que exerçam a
mesma função, abertura de concursos públicos e fim das terceirizações.
Outro lado
A
Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais
de Nivel Superior), que reúne os reitores das universidades, prefere se
posicionar com neutralidade. Segundo o secretário executivo da entidade,
Gustavo Balduino, cabe ao governo federal, “que é o patrão”, a
resolução do problema.
“Não
entramos no mérito das reivindicações dos técnicos. Não temos como
dizer o que é certo e o que é errado. Mas estamos apoiando a negociação e
torcendo para que a questão seja solucionada logo. Até porque cabe a
nós administrar as instituições durante essa crise.”
Durante
esta e a próxima semana, mais assembleias gerais serão realizadas até
novo encontro com representantes do Ministério do Planejamento, ainda
sem data definida.
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