Trabalhadores
MST realiza marcha em Belo Horizonte e ocupa INCRA
Publicado em 28.04.11 - Por Jornada de Lutas MG
O
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra participo no dia 27.04 de
uma reunião com representantes do INCRA nacional e com a
superintendência estadual para negociar as pautas apresentadas à
instituição no ato político realizado no dia anterior. O MST traz mais
de 80 itens de reivindicação e tem a intenção de se reunir também com o
governo do estado. O objetivo é viabilizar o avanço da Reforma Agrária
em MG, em todas as instâncias do poder público, porém o governador até
agora não se manifestou em relação aos pedidos de audiência feitos.
Os
setecentos Sem Terra acampados na praça da Assembléia Legislativa
saíram na manhã do dia 26, organizados em duas colunas e marcharam em
direção ao Tribunal de Justiça para denunciar os massacres que continuam
impunes e a perseguição que os movimentos sociais vem sofrendo no
Estado. Em 2010 foram realizados 17 despejos. Este ano a Polícia Militar
já realizou 6 despejos e a Vara Agrária de Minas Gerais decretou 14
reintegrações de posse. Estas decisões são parte de um processo
sistemático de criminalização dos movimentos sociais e demonstram a
parcialidade da vara, que desconhece a situação dos acampamentos e julga
os processos sem considerar os direitos dos trabalhadores rurais Sem
Terra ou mesmo o artigo 186, que determina a função social da
propriedade rural e urbana.
Após
a manifestação no tribunal eles seguiram em direção ao INCRA, onde
realizaram uma ocupação. Houve uma assembléia com o movimento, em que os
assentados e acampados puderam expor todas as necessidades das áreas e
deficiências nas ações da instituição. Após a exposição foi marcada uma
reunião com o INCRA nacional e a superintendente no estado. Ao anoitecer
o movimento deixou o prédio.
A
ocupação do INCRA denunciou a estagnação da Reforma Agrária no estado.
Há mais de 3 anos não se realiza um assentamento, não há assistência
técnica e por isso os créditos para desenvolvimento das áreas estão
bloqueados. Existem assentamentos com mais de 5 anos, nos quais os
assentados sequer tiveram acesso ao crédito para habitação e por isso
ainda moram em barracos. O movimento está disposto a permanecer na
capital e pressionar o poder público até que estes problemas, que se
arrastam e se repetem há anos sejam resolvidos.
Mais informações sobre a jornada:
Geanini Hackbardt
(31) 8881-2806
Núcleo
Piratininga
de Comunicação
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