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IRAQUE - A farra da mídia

[Por Vito Giannotti / 26.03.2013] Dez anos de invasão norte-americana no Iraque: 2003-2013. Quantos mortos? Quantos mutilados? E a destruição de casas, escolas, hospitais? Milhões de vidas arrasadas. Pra quê? Qual a razão? Os postes sabem quais as verdadeiras razões desta invasão. São duas, principais:

. Garantir petróleo nas mãos das multinacionais, em sua maioria das terras do Tio Sam e garantir enormes negócios para suas empresas.

. Galvanizar a opinião pública contra um inimigo comum no cenário de pós guerra-fria

Mas quem sabe disso? Certamente quem se informou pela Globo, ou outras TVs parecidas nada sabem das verdadeiras causas desta invasão. Jornais e revistas da “grande mídia” dizem, diretamente ou subliminarmente, que os EUA fazem o que fazem imbuídos dos mais nobres sentimentos de levar a democracia e os valores ocidentais às regiões “incivilizadas” dos planetas. Invadem o Afeganistão para livrar o povo do país dos talibãs; destroem o Iraque para livrar os iraquianos da tirania de Saddam Husseim.

Dois anos de preparação da farra

A farra dos meios de comunicação foi preparada durante dois anos e se agudizou  a partir do famoso 11 de Setembro de 2001. Com este atentado o mundo inteiro passou a ser bombardeado diariamente com imagens de milhões de bandeiras norteamericana. E dá-lhe o avião batendo nas Torres gêmeas. E a locução dizia o quê? Quem fez isso? Que horror, foram os árabes, a Al queda, Bin Laden. Afinal todo árabe é um terrorista, no mínimo em potencial. Sobretudo os do Iraque, terra do ditador Saddam Hussein. E sabem o que ele quer? Dominar o mundo para escravizar todos os povos. E ele tem armas terríveis.  Quais? Armas químicas, bacteriológicas e atômicas.

A mídia apavorou o mundo com mentiras

No mundo inteiro, as pessoas ficaram apavoradas. Na Europa, esperava-se  um ataque das bombas de Saddam ou um envenenamento coletivo de tifo, varíola, peste e envenenamentos. Assim, a invasão do país passa aser comemorada. Graças a Deus, os EUA resolveram “ocupar” aquele país de energúmenos, ou seja, de gente que tem o diabo no corpo.

Mas nada aconteceu. As bombas de destruição em massa tão alardeadas pela mídia em total sintonia com o governo Bush nunca apareceram. Enquanto isso, já se vão dez anos de mortes, torturas extermínio do povo iraquiano e de enriquecimento astronômico das grandes empresas petroleiras multinacionais.  

Conclusão: Cadê nossa mídia?

A lição é simples de entender. A mídia patronal, a mídia do capital é isso. Sem ilusões. Cadê a nossa? A batalha para construir, fortalecer, ampliar nossa mídia é central. Sem isso não haverá mudanças no país. Vamos fazer esta batalha com todos os meios. Criar nossas mídias. TODAS. E exigir duas coisas do poder/governo. Novas leis de regulamentação das comunicações e financiamentos públicos para incentivar e estimular a mídia alternativa. Mídia de “opinião”, mídia comunitária, mídia plural culturalmente e ideologicamente. Sem isso é esperar as bombas de Saddam Hussein.


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 NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação * Arte: Cris Fernandes * Automação: Micro P@ge