Not�cias do NPC
CURSO DE COMUNICAÇÃO POPULAR DO NPC entra em etapa AVANÇADA
Publicado em 15.3.13 - por blog Vozes das Comunidades
 Alunos do Curso de Comunicação Popular fazem cobertura colaborativa da aula sobre Rio de Janeiro Neste ano, o Núcleo Piratininga
de Comunicação (NPC) promove pela primeira
vez uma etapa avançada do seu Curso de Comunicação Popular, com duração de
quatro meses. A alunos que já participaram de
edições anteriores do curso, serão oferecidas aulas práticas sobre diversos
assuntos. Além dessa etapa técnica, estão previstas importantes aulas teóricas.
A primeira delas foi realizada no último sábado, dia 9 de março, no auditório
do Sindicato dos Engenheiros do Rio (Senge-Rio). O tema geral foi RIO DE JANEIRO. Para falar sobre o
assunto, foram convidados o professor Andrelino Campos, autor do livro Do quilombo às favelas; a arquiteta
Fátima Tardin, que oferece apoio técnico para as comunidades que resistem às
remoções; e os militantes André “Che Guevara”, da Babilônia, e Fernando Soares,
de Manguinhos. Durante a aula, foram debatidos diversos assuntos, como a orientação da
política para o privilégio da classe dominante, enquanto os moradores de
favelas e periferia continuam tendo seu direito desrespeitado. Um exemplo
citado por Andrelino Campos e pelo militante André foi a instalação das
Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em diversas favelas da cidade.
Celebradas como carro-chefe da propaganda do Estado do Rio, as UPPs servem a
uma “política de cidade, e não de segurança” e “uma resposta à necessidade do
mercado imobiliário”. A violação de direitos por parte do Estado é comum devido
ao estigma criado em relação a certas áreas. “Morador de favela, por exemplo,
virou sinônimo de criminoso no imaginário carioca. Nesses locais o Estado pode
chegar invadindo”, lembrou Andrelino Campos.
Outro exemplo de violação bastante citado é o das remoções forçadas
justificadas pelos megaeventos na cidade. “Nenhuma dessas remoções em
curso está sendo feita por motivo técnico ou porque não havia solução. É só de
interesse do capital! Os megaeventos só são uma desculpa para tirar pobre de
áreas que estão sendo valorizadas”, afirmou a arquiteta Fátima Tardin, para
quem o Estado só tem legitimado os interesses do mercado.
"Ficar
calado, em silêncio, já é um movimento de legitimação da história contada pelo
outro. Temos que contar a nossa versão", deu a dica o professor Andrelino
Campos para os comunicadores populares. E André reforçou: “A resistência tem
que ser contínua e permanente, porque o sistema tem uma grande e poderosa
engrenagem”.
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Piratininga
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