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Trabalhadores
Trabalhadores de Supermercados em Florianópolis fazem greve e conquistam reajuste

Publicado em 1.10.12 - por SEC

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Florianópolis (SEC-Fpolis) viveu momentos inesquecíveis no mês de setembro. A greve dos trabalhadores em redes de supermercados, movimentou a cidade e ficou marcado para sempre na história de lutas da classe trabalhadora.

Os trabalhadores em Supermercados encerraram com vitória a negociação coletiva de 2012. A conquista de um bom reajuste não veio em vão, os empresários foram pressionados com greves que entraram para a história do movimento sindical. Depois de diversas paralisações, as empresas adiantaram a reunião do Acordo Salarial.

Foram conquistados 10,05% de aumento para quem ganha o piso do comércio, passando dos atuais R$ 845 para R$930. Para os demais trabalhadores chegou a um percentual de 7,2% de reajuste. “Outra conquista foi à manutenção dos direitos já adquiridos e o não desconto dos dias parados dos trabalhadores que estavam em greve”, ressalta Lael Martins Nobre, presidente do SEC Fpolis.

De acordo com a secretária geral da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, essa conquista só foi possível graças à mobilização dos trabalhadores: “Mais uma vez nós confirmamos que quando os trabalhadores estão unidos e lutam juntos, a conquista é maior. Essa greve, que foi um marco tanto para o Sindicato quanto para a CUT, demonstrou a força de uma categoria que se uniu, a vitória não foi somente deles, mas de toda classe trabalhadora”, destaca Anna Julia.

A primeira paralisação aconteceu no Supermercado Comper, no bairro Trindade em Florianópolis, na quarta dia 19 de setembro. As reivindicações destes trabalhadores eram reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

A greve durou uma manhã e parte da tarde, o mercado não abriu as portas, as pessoas da comunidade passavam em frente da loja, aplaudiam e falavam palavras de apoio para os manifestantes “As condições de trabalho deles são sub-humanas, faltam funcionários para atender os clientes. Percebemos a pressão que eles passam, é preciso fazer este tipo de manifesto para chamar a atenção dos proprietários de supermercado, o trabalhador precisa ser valorizado”, destacou Juliana de Oliveira estudante e cliente do Supermercado Comper. Mesmo com a tentativa da empresa em trazer supervisores e gerentes para inibir os grevistas, o protesto continuou forte e só voltaram ao trabalho após a empresa ter se comprometido em atender as reivindicações e discutir o reajuste salarial, no dia da data base.

Mas a coragem dos trabalhadores do Supermercado Comper deixou todos os supermercados da região em alerta máximo e na sexta, dia 21 de setembro, foi a vez da paralisação dos trabalhadores do Supermercado Imperatriz da Avenida Mauro Ramos no Centro de Florianópolis. No primeiro momento tratava-se de um caso isolado de trabalhadores que protestavam por segurança no local de trabalho, visto que, na noite de quinta-feira (20/09), um dos funcionários do açougue, foi agredido por um cliente que estava descontente com a demora no atendimento. Porém, com esta paralisação os trabalhadores de outras lojas da Rede de Supermercado Imperatriz foram paralisando suas atividades e em menos de uma hora já eram cinco, das oito lojas da rede, que estavam com as portas fechadas (Loja da Mauro Ramos, do Estreito, de Coqueiros, do Córrego Grande e de Canasvieiras).

A greve durou cinco dias, mais de 300 trabalhadores de cinco lojas da rede Imperatriz estavam parados. O sindicato organizou passeatas pelo Centro de Florianópolis para explicar para a população o motivo deste protesto inédito e durante o dia os grevistas se mantinham concentrados em um Ginásio no Centro da capital. A empresa demorou para negociar, os trabalhadores pediam melhores condições de trabalho e reajuste salarial de 12%, algumas lojas foram abertas e funcionários foram transferidos de outras cidades para trabalhar nas lojas dos manifestantes, porém numa quantidade insuficiente para atender a população. Na tarde de terça, dia 25 de setembro, o Sindicato dos Trabalhadores e o Sindicato Patronal chegaram a um acordo, a proposta foi aceita pela assembleia dos grevistas e num ato espontâneo e em comemoração a conquista da categoria, todos os trabalhadores ocuparam a quadra em que estavam os dirigentes do sindicato e promoveram um “abraço coletivo” em agradecimento pelo suporte nestes dias de luta.



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 NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação * Arte: Cris Fernandes * Automação: Micro P@ge