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Boletim do
NPC —
Nº 189
— De 1 a 15/4/2011
Para
jornalistas, dirigentes, militantes
e
assessores sindicais e dos Movimentos Sociais
LIVRARIA ANTONIO GRAMSCI
NPC inaugura livraria especializada em comunicação e lutas dos trabalhadores

Jornalistas, professores, estudantes e militantes de diversas áreas já têm um ponto de encontro no centro do Rio. É a Livraria Antonio Gramsci, recém-inaugurada pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). O objetivo é divulgar trabalhos, pesquisas e conjuntos de artigos de referência nacional e internacional que tratem do mundo da comunicação e da história dos trabalhadores, os dois eixos centrais do NPC. Educação, sociologia, cultura, novas tecnologias, lutas e movimentos sociais, sindicalismo, mulheres e direitos humanos são alguns dos outros temas também privilegiados na Antonio Gramsci, onde podem ser encontradas obras clássicas do pensamento marxista e da esquerda mundial.
A coordenadora do NPC, Claudia Santiago, explica que a livraria surgiu da paixão pela leitura e pela divulgação de ideias. “Esse espaço é consequência dos 20 anos de NPC, que se completarão em 2012. São duas décadas reafirmando a necessidade de se construir um mundo com igualdade de direitos e justiça social. É uma pecinha do grande mosaico de instrumentos da esquerda para a construção de um mundo para todos”, explica a jornalista. Segundo ela, o objetivo é divulgar trabalhos pouco conhecidos. “Nosso acervo está sendo construído com dicas recebidas de todo o país. Quanta coisa boa é produzida e ninguém fica sabendo?”, conclui. Palestrantes do Curso Anual do NPC são alguns dos autores privilegiados Além dos livros publicados pelo NPC, alguns materiais produzidos pela entidade estão à venda nesse espaço, como a Agenda NPC 2011, referência para quem quiser conhecer o histórico de lutas e mobilizações de mulheres no Brasil e no mundo. Também já podem ser adquiridas obras escritas e organizadas por figuras marcantes dos cursos anuais que o Núcleo Piratininga vem realizando nos últimos anos. Dentre eles estão, por exemplo, Piratas do Caribe (Record), do filósofo paquistanês Tariq Ali; Liberdade de expressão X Liberdade de imprensa (Publisher), do cientista político Venício Lima; A TV sob controle, de Laurindo Leal Filho; A Batalha da Mídia (Pão e Rosas) e Por Uma Outra Comunicação (Record), ambos do professor Dênis de Moraes. Além destes, temos ainda produções de Leandro Konder, Raquel Paiva, Marialva Barbosa, Ademar Bogo, Domenico Losurdo, Edward Said, Michel Lowy, e outros escritores brasileiros e estrangeiros de destaque no campo das ciências humanas.

A Antonio Gramsci é também o mais novo ponto de vendas de títulos da Editora Expressão Popular no Rio de Janeiro. Há ainda um sebo que reúne clássicos da literatura mundial, como El Aleph, de Jorge Luis Borges; História do Cerco de Lisboa, de José Saramago; Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez; A Mãe, de Maxim Górki; e outros. Dos brasileiros, nomes como Clarice Lispector, Machado de Assis, Marcelo Rubens Paiva, José de Alencar e Lygia Fagundes Telles estão estampados nas prateleiras.
História dos trabalhadores disponível no Arquivo de Imprensa Sindical
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Boa parte da história dos trabalhadores do país está registrada nos mais de 30 mil exemplares de materiais de comunicação de sindicatos que compõem o Arquivo de Imprensa Sindical do NPC, agora disponível para consulta na livraria Antonio Gramsci. São jornais, revistas, cartilhas e cartazes de cerca de mil sindicatos de todo o país que registram as atividades, lutas e opiniões dos trabalhadores em vários períodos. O material ainda está sendo sistematizado, mas já pode ser consultado das 10h às 19h, de segunda a sexta-feira. De acordo com o coordenador do NPC, Vito Giannotti, a importância de um arquivo como este não é apenas armazenar o que foi produzido. È, também, divulgar essa memória, mostrar para o trabalhador o que ele produz, e, principalmente, permitir que haja uma elaboração em cima do que já existe. “Consultando o arquivo, comunicadores de sindicatos e de movimentos sociais podem perceber o que dá certo, repensar o que não funciona e, assim, melhorar a sua comunicação”, explica. Além de militantes sindicais e de movimentos populares, a expectativa do NPC é que estudantes e profissionais de comunicação tenham acesso ao Arquivo. “Os estudantes poderão conhecer a dimensão do mundo sindical e da comunicação desse setor e os comunicadores já formados certamente poderão tirar lições, aprendendo com o que já foi publicado”, explica Giannotti. O desejo do NPC é firmar uma parceria com alguma instituição interessada para concluir a catalogação do arquivo e digitalizar todo o material. Como surgiu o Arquivo A ideia de reunir material impresso de sindicatos surgiu junto com o nascimento do NPC, por volta de 1993. Viajando pelo Brasil para dar cursos e palestras, Claudia Santiago e Vito Giannotti perceberam que a maioria dos sindicatos não dava importância para armazenar esses materiais, e, portanto, não conservava sua memória. “Naquela época, o NPC passou a estimular que esses trabalhadores começassem a valorizar a sua memória, guardando e divulgando o material impresso produzido nos sindicatos”, lembra o coordenador do NPC. Vito e Claudia já possuíam materiais produzidos pela imprensa sindical que tinham recolhido durante a vida e começaram a receber material de sindicatos de todo o país. “Apesar de nossa estrutura ser pequena, começamos a receber e catalogar tudo isso. Em 2002, com a ajuda de cerca de mais ou menos dez voluntários e com o apoio do Sindipetro-RJ, realizamos no Rio a 1ª Mostra de Imprensa Sindical Brasileira 1988-2002”, conta. A Mostra ocupou dez salas de uma antiga sede do Sindipetro e foi visitada por cerca de 2 mil pessoas. Depois desse evento, o NPC passou a receber ainda mais jornais, revistas e outros materiais de sindicatos e continuou a organizar o arquivo. A Livraria Antonio Gramsci está localizada na Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Centro do Rio (rua do bar Amarelinho). O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h30. Para entrar em contato com a equipe, basta mandar um email para livraria@piratininga.org.br aos cuidados de Sheila Jacob.
Confira abaixo alguns dos títulos já disponíveis para venda.
Publicações NPC
Dicionário de Politiquês Autores: Vito Giannotti e Sérgio Domingues Edições NPC
A publicação é um manual prático de linguagem para ser usado todos os dias por quem deseja se comunicar com muitas pessoas. São cerca de 3500 verbetes incompreensíveis traduzidos para a língua da grande maioria da população que não passou mais do que oito anos nos bancos escolares. “A ideia chave do Dicionário é que o intelectual, como o artista, para cumprir seu papel tem que estar onde o povo trabalhador está e efetivamente comunicar-se com ele", afirma o educador Gaudêncio Frigotto na apresentação do livro. . História das lutas dos trabalhadores no Brasil Autor: Vito Giannotti Mauad e Edições NPC
O livro nasceu da necessidade de os trabalhadores terem à mão um resumo da sua história, suas lutas, suas vitórias e derrotas. A publicação é um diferencial por apresentar um quadro geral com os problemas, as soluções e as lições desta bela história de mais de um século. Essa terceira edição acrescentou informações e sugestões vindas de amigos e companheiros do autor de vários Estados: lutas, greves, batalhas que passaram despercebidas nesta longa guerra de classe. Imperdível para quem quiser conhecer os passos da classe trabalhadora brasileira. .
Comunicação sindical – a arte de falar para milhões Autores: Claudia Santiago e Vito Giannotti Editora Vozes
Quais são os sindicatos que têm uma política de informação e comunicação voltada para os interesses do trabalhador brasileiro? Como deve ser a comunicação sindical para atingir a massa que se informa apenas pela mídia a serviço do grande capital? Que temas tratar? Como? Este manual organizado por Claudia Santiago e Vito Giannotti tem como objetivo oferecer dicas para uma imprensa sindical mais eficiente em termos políticos. O livro também leva a repensar o trabalho do jornalista sindical e ajuda a valorizar o papel da mídia sindical na batalha de ideias. .
Trabalhadores e Sindicatos no Brasil Autor: Marcelo Badaró Matos Editora: Expressão Popular R$ 15,00
O livro aborda a história do sindicalismo no Brasil, desde seus primeiros passos até algumas das principais questões da atualidade. São apresentados os primeiros desafios da classe trabalhadora em suas origens e as lutas travadas durante a República Velha. Fala ainda sobre o início do controle sindical do governo Vargas, passa pela redemocratização do país até chegar ao golpe de 1964, que deu início à ditadura civil-militar no país. Depois desse panorama, o autor indica alguns dos principais problemas do sindicalismo do Brasil hoje. . . .
Gramsci – poder, política e partido Organizador: Emir Sader Editora: Expressão Popular R$ 12,00
Essa antologia reúne textos de Antonio Gramsci que se centram nos temas já enunciados no título: poder, política e partido. São artigos e ideias que demonstram a luta do filósofo pela transformação do Partido Comunista Italiano em um partido de massas, enraizado no movimento popular para disputar a hegemonia com as classes dominantes. As ideias aqui reunidas também demonstram outra das principais defesas de Gramsci: a necessidade de a classe trabalhadora superar o horizonte corporativo e assumir a direção política das lutas. .
Rosa Luxemburgo – vida e obra Autora: Isabel Loureiro Editora: Expressão Popular R$ 10,00
A publicação apresenta o pensamento e a obra de Rosa Luxemburgo, uma das grandes revolucionárias do século 20. Fundadora do Partido Comunista Alemão, Rosa foi intelectual, dirigente e militante. Dedicou-se durante toda a sua vida à luta pelo socialismo e contra o capitalismo, até ser assassinada em 1919. Suas reflexões e suas ações políticas são fundamentais ainda hoje para o entendimento da luta de classes. Rosa Luxemburgo é um exemplo para todos aqueles que lutam por um mundo melhor. . A nova mulher e a moral sexual Autora: Alexandra Kolontai Editora: Expressão Popular R$ 12,00
Os dois textos publicados nessa obra refletem sobre o aprendizado político e as conquistas na construção das novas relações de classe e gênero. Alexandra Kolontai faz uma análise da situação da mulher na sociedade burguesa, oprimida por um código moral no qual a propriedade privada era prioridade. A partir das conquistas da revolução, a autora apresenta a necessidade da reorientação no comportamento do homem e da mulher na nova estrutura social: um amor-companheiro, com direitos e responsabilidades iguais, respeito à individualidade e apoio mútuo... Reflexões que em pleno século 21 ainda precisam e devem ser feitas. .
A revolta da chibata Autor: Edmar Morel Editora: Paz e Terra
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O livro nos oferece um retrato da revolta dos marinheiros ocorrida em 1910, quando muitos trabalhadores morreram lutando contra as más condições de trabalho e os castigos corporais. O movimento conhecido como “Revolta da Chibata” teve a liderança de João Cândido. A obra registra fatos que a história oficial tentou silenciar, como os tenebrosos massacres na Ilha das Cobras, onde os revoltosos já anistiados foram levados a uma masmorra subterrânea cheia de cal; os fuzilamentos e as torturas de toda ordem; a desumana escravidão de centenas de marinheiros e trabalhadores levados para a selva amazônica; a longa prisão e os últimos dias de João Cândido. .
Cães de guarda Autora: Beatriz Kushnir Editora: Boitempo
A relação estabelecida entre os órgãos da imprensa e o regime militar é o assunto desenvolvido nessa obra. A censura, a auto-censura, a cumplicidade e a colaboração da imprensa com a ditadura são os principais temas abordados a partir de uma extensa pesquisa documental e entrevistas. Merece destaque o papel exercido pela Folha da Tarde, jornal que durante um período ficou conhecido como “Diário Oficial da Oban” (Operação Bandeirantes), pela atuação dos diretores que eram, ao mesmo tempo, funcionários da polícia repressora. . .
Infoproletários: degradação real do trabalho virtual Organizadores: Ricardo Antunes e Ruy Braga Editora: Boitempo .
O conjunto de textos aqui reunidos deixa evidente a associação entre o uso de novas tecnologias e a imposição de condições de trabalho do século 19. Essa relação se apresenta em um dos setores considerados como mais dinâmicos da economia moderna: o informacional. Ao tratar das condições de trabalho dos operadores de telemarketing, o livro mostra diferentes aspectos da rotina daqueles que raramente são ouvidos, apesar de frequentemente arruinarem suas vozes ao transformá-las em poderosos instrumentos de acumulação de capital. .
Televisão Comunitária – dimensão pública e participação cidadã Autora: Cicília Peruzzo Editora: Mauad
O livro resgata experiências pioneiras de TV Comunitária no Brasil. Aborda desde as TVs de rua, exibidas em telões e em praças públicas, até os canais comunitários na TV a cabo. A autora enfatiza a participação social na programação e na gestão desses canais. Essa TV se diferencia dos modelos tradicionais comercial, pois se caracteriza como espaço de acesso comunitário. Os canais ainda possibilitam o tratamento de temas não priorizados pela grande mídia, pois permite a ocupação de espaço no espectro televisivo por entidades da sociedade civil. . .

História cultural da imprensa: Brasil 1800-1900 Autora: Marialva Barbosa Editora: Mauad Com foco no século 19, esse livro nos apresenta os primeiros anos da imprensa no Brasil. O volume sobre os anos 1800-1900 nos oferece uma “história viva e vibrante”, como assinala o jornalista Marco Morel no prefácio: “Estamos convidados a redescobrir e reconhecer um século 19, do nascente ao poente, que faz parte de nossa trajetória coletiva em permanente construção”. O livro é importante fonte de consulta para quem quiser conhecer a história dos impressos do século 19, seus principais atores e quem fazia parte do universo da leitura e recepção.
FÓRUM DA IGUALDADE EM PORTO ALEGRE
Fórum da Igualdade reúne sindicatos e movimentos sociais em Porto Alegre em contraponto ao fórum dos liberais
A coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e a CUT do Rio Grande do Sul realizarão nos dias 11 e 12 de abril de 2011, em Porto Alegre, o 1º Fórum da Igualdade. Nesta primeira edição será debatida a democratização dos meios de comunicação e o marco regulatório. A ideia central deste Fórum é ser um contraponto ao fórum neoliberal, chamado Fórum da Liberdade que acontece na mesma data, na cidade. O coordenador do NPC, Vito Giannotti, será um dos debatedores da mesa “Democratização da Democracia: Existe Liberdade sem Igualdade?”, juntamento com João Pedro Stédile, Pedrinho Guareschi e Verena Glass. Luisa Santiago participa de todo o Fórum representando o NPC. Clique aqui para ler a programação completa.
Oficina do NPC no Fórum da Igualdade, dia 11/03, às 18h, no local do evento
Comunicação como instrumento de disputa de classe com Vito Giannotti 11 de abril, 18h, às 22h - Sala Maurício Cardoso, 4º andar da Assembleia Legislativa Vito Giannotti falará sobre o melhor uso de todos os instrumentos possíveis para comunicar nossa política: do boletim ao jornal, da Rádio Comunitária à Internet, com sua inúmeras aplicações (página, boletim regular, orkut, blog...), do carro de som à cartilha, à faixa, ao boné, às bandeiras. Nosso objetivo central é melhorar a comunicação dos trabalhadores para construir um mundo com justiça e sem exclusão. O ponto de partida é a certeza de que sem comunicação não há possibilidade de os trabalhadores lutarem para alcançar a hegemonia política na sociedade. A coordenação da oficina é de Paulo Farias e Katia Marko.
Expediente
Núcleo Piratininga de Comunicação
Rua Alcindo Guanabara, 17, sala 912 - CEP 20031-130 Tel. (21) 2220-5618 www.piratininga.org.br / npiratininga@uol.com.br
Coordenação: Vito Giannotti
Edição: Sheila Jacob
Redação: Sheila Jacob, Marina Schneider e Katia Marko
Web: Luisa Vieira Souto
Colaboração: Claudia Santiago (RJ)
Se você não quiser receber o Boletim
do NPC, por favor, responda esta mensagem escrevendo REMOVA.
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