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Primeira aula do curso Atualidade e Desafios das Lutas na América Latina debate ditaduras e lutas pela redemocratização
Publicado em 11.10.12 – Por Marina Schneider, do NPC
James Holmes, um consumidor
[Por Carlos Latuff/ Carta Capital Online] Novamente o mundo assiste perplexo a mais um massacre nos Estados Unidos. E, novamente, a sociedade estadunidense chora seus mortos. Nenhuma novidade. Lá são inúmeros os casos de pessoas, aparentemente insuspeitas, que planejaram cuidadosamente cada detalhe de uma chacina e a colocaram em prática com itens encontrados em estabelecimentos comerciais.
Boaventura Santos: Economia verde é um cavalo de Troia
[Por Maíra Mathias - da EPSJV/Fiocruz] Para Boaventura de Sousa Santos, a RIO + 20 demonstra que a sociedade não tem razões para ter esperanças nos governos e que o momento é de união de agendas entre as esquerdas.
Aquecimento global em debate: tá quente ou tá frio?
[Por Claudia Santiago - Jornal do SindCT - 20.06.2012] Há anos convivemos com o medo do aquecimento global. Governos e ambientalistas vêm afirmando que a humanidade
deve parar de poluir o planeta, ou provocaremos uma catástrofe. A terra ficará muito quente, as geleiras derreterão e só escaparão os que estiverem protegidos nos altos das montanhas. Será que isso tudo é verdade? Há quem afirme exatamente o contrário. A realização da Rio + 20 é um bom momento para pensarmos sobre o assunto.
Eu sou neguinho
[Por Joel Zito Araujo] O meu amigo Caetano, que no debate público é um provocador tão genial quanto na arte, também é, sem dúvidas, um atento observador da realidade racial brasileira desde jovem, quando Dona Canô gritava "meu filho corra, venha ver na TV aquele preto de que você tanto gosta!". Ou quando se irritou ao ver jovens de esquerda chamando Clementina de Jesus de macaca no Teatro Paramount, em 1968. Ou quando não deixou o país esquecer que o Haiti é também aqui. Mas agora, depois de tão bela história, depois de ter produzido poemas tão poderosos e belos sobre a negritude baiana, ele parece acreditar que o país acompanhou a sua cabeça e seu desejo de viver em uma democracia pós-racial.
Caju-Una: terra do cachorro sem nome
Publicado em 25.01.12 - Por Cristian Góes*
Pentágono obtém luz verde para a guerra na Internet
[Por Prensa Latina]
Os parlamentares norte-americanos autorizaram oficialmente seu exército a dedicarem-se à chamada "ações militares cinéticas", nada mais do que um eufemismo triste para não dizer literalmente "guerra".
Como sempre nestes casos, o anúncio não veio com alarde, mas discretamente, em um pequeno parágrafo que integra o orçamento militar até 2012. Pode ser mais insidiosa, mas não mais clara.
Jornal Nacional esconde avanços de Cuba e não fala sobre o bloqueio
Pentágono obtém luz verde para guerra na internet
Publicado em 11.01.12 – Por Cubadebate, com informacões de Tribuna Popular TP/ ABNA
Virada digital
[Publicado em 21.12.11 - Por Silvio Mieli*, na edição 459 do Brasil de Fato] A luta contra o poder corporativo está se deslocando cada vez mais para a esfera digital da internet. E se empresas como a gigante Monsanto olham para o mundo como se fosse um imenso banco de dados à sua disposição, a resposta tem que ser dada na mesma moeda. Com esse espírito, os Anonymous (coletivo descentralizado que atua principalmente através da prática hacker), devastaram o site e a base de dados da agência Bivings Group, uma empresa de relações públicas sediada em Washington, cujo objetivo era desenvolver programas de marketing para grandes corporações, principalmente para a Monsanto.
A Celac e os cem anos de cooperação
[Por Beto Almeida] A TV brasileira continua centralizando suas atenções na cobertura da crise do capitalismo na Europa, o que significa, na prática, sonegar ao povo brasileiro uma informação objetiva, necessária e de importância histórica para a humanidade como é a criação da CELAC (Comunidade dos Estados da América Latina e Caribe), ocorrida em 2 e 3 em Caracas. A Celac nasce com desafios amplos, com uma pauta concreta e com um caminho já percorrido por meio das medidas que vêm sendo implementadas e que convergem para a integração de América Latina. A Celac nasce sem as presenças dos EUA e Canadá, países que apostam na desintegração e rapina, como prova o crime recente de demolição da Líbia.
EUA e seus aliados europeus estão presos em um pântano, diz Tariq Ali
[Publicado em 15.09.11 - Por: Tariq Ali, no Counterpunch / Tradução de Sofia Gomes para o Esquerda.net] Uma década depois dos atentados do 11 de Setembro, os EUA e os seus aliados europeus estão presos num pântano. Tirando a retórica de Obama, pouco divide esta administração da sua predecessora. Enquanto isso, os bons cidadãos da Euro-América que se opõem às guerras feitas pelos seus governos evitam olhar para os mortos, feridos e órfãos do Iraque e do Afeganistão, da Líbia e do Paquistão... a lista continua a crescer.
Aliança profana: mídia, doadores e agências de ajuda humanitária
[Por Rasna Warah/ The East African] Por trás das habilidosas campanhas de arrecadação de fundos para combater a fome no Chifre Africano está uma indústria cúmplice da corrupção e de governos negligentes. Por mais de duas décadas, a guerra civil e a fome têm dominado a narrativa sobre a Somália. Michel Chossudovsky, professor de economia na Universidade de Ottawa, no Canadá, acrescenta que é do interesse da ONU e outras agências humanitárias apresentar o pior dos cenários, pois isso mantém o fluxo da doação de dinheiro.
Chile e Brasil, Dois Fracassos
[Por Clovis Rossi] Poderia até funcionar como propaganda do ProUni brasileiro: em 20 anos, o número de estudantes universitários multiplicou-se por cinco, passando de 200 mil a 1 milhão. Melhor ainda: 70% dos universitários de hoje são filhos de pais que jamais tiveram acesso à universidade.
Os protestos em Londres, por Naomi Klein
[Por Naomi Klein/ Carta Maior] Claro que os tumultos de rua em Londres não foram protesto político. Mas o pessoal dos saques noturnos com certeza absoluta sabe que suas elites passaram o dia dedicadas aos saques diários. Saques são contagiosos. Alimentados por um sentido patológico de ‘direitos adquiridos’ pelos ricos, o grande saque global está em andamento à luz do dia, como se nada houvesse a esconder. Mas há, sim, temores ocultados. No início de julho, o Wall Street Journal, citando pesquisa recente, noticiava que 94% dos milionários temiam “a violência nas ruas”. O artigo é de Naomi Klein.
A ‘questão ambiental’ é falsa
[Publicada em 10.08.2011 - Por Carlos Tautz]
O tempo presente
[Por Celso Vicenzi/ SINTRAFESC] O que aprendemos hoje começa imediatamente a se tornar obsoleto. É como diz uma mensagem de fim de ano da IBM: “Estamos preparando estudantes para profissões que ainda não existem, que usarão tecnologias que ainda não foram inventadas para resolver problemas que ainda nem sabemos que existem”. Na era da velocidade, a educação precisa se reinventar, sim. Mas para formar que tipo de sociedade? De seres cada vez mais apressados, estressados, tentando se adequar à última tecnologia recém-criada? A velocidade é o novo deus-máquina a triturar seus devotos. Poucos questionam se a vida humana e a do planeta têm que ser necessariamente assim ou poderiam ser diferentes.
Ampliação da democratização da comunicação e informação no SUS é meta de secretários municipais de saúde
Publicado em 19.07.2011
2º Encontro de Blogueiros Progressistas reúne personalidades da política brasileira
[Por Marina Schneider e Claudia Santiago] O 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, de 17 a 19 de junho, em Brasília, reuniu 349 blogueiros de 21 estados. Eles discutiram, durante os três dias, os desafios da blogosfera e a luta por um marco regulatório da comunicação.
Desafios da Reforma Psiquiátrica
[Por Raquel Júnia - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio] Em 6 de abril de 2001, foi promulgada a lei 10.216, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. A partir daí, o Brasil fechou com mais velocidade leitos em hospitais psiquiátricos e, ao mesmo tempo, começou a colocar em funcionamento novas estruturas de tratamento a partir de uma perspectiva comunitária. Dez anos depois, movimentos sociais, especialistas e o próprio Ministério da Saúde avaliam que a política é acertada, mas que precisa avançar.
Por um internacionalismo socialista
Osama Bin Laden, uma invenção dos EUA
[Por Altamiro Borges] Na madrugada desta segunda-feira, o presidente dos EUA anunciou, em tom eufórico, a morte de Osama Bin Laden, líder da rede Al Qaeda. Logo após o pronunciamento milhares de pessoas foram festejar em frente à Casa Branca, aos gritos de “obrigado, Obama” e “USA”. Na mídia colonizada, a euforia também é enorme – como se a execução de Bin Laden superasse os traumas dos EUA, metidos em uma prolongada recessão e enfiados em desgastantes frentes de guerra. Em êxtase, muitos comentaristas deixaram, inclusive, de lembrar que Osama Bin Laden foi uma invenção do próprio império, nas suas ações imperialistas pelo mundo.
Samba, política e participação dão o tom da Unidos da Lona Preta
[Por Nina Fideles/ Revista Forum] De um galpão com teto de zinco e paredes de madeira os sons da batucada tomam conta da Comuna Urbana Dom Hélder Câmara do MST, em Jandira, Grande São Paulo. Dentro do local onde nos dias de semana funciona a creche, os assentados, acampados e amigos do movimento se apoderam dos agogôs, caixas, tamborins, repiliques, surdos e se preparam para mais um carnaval popular pelas ruas de Jandira.
Aberração jurídica
[Publicado em 21.02.11 – Por Paulo César Araújo / Originalmente no site da Abraji] A censura de livros é uma triste tradição no Brasil. Desde o período da colonização isso acontece com maior ou menor intensidade e sob diversos pretextos. Atualmente prevalece aquilo que muitos apropriadamente chamam de “censura togada”. Ou seja, o cerceamento da liberdade de expressão é praticado por integrantes do poder judiciário em atendimento aos reclames de personalidades melindrosas ou de seus familiares. E o principal alvo tem sido o gênero biográfico ou de reportagem. Os exemplos são vários.
- Temos o direito de fazer história - ou, Carlos e Carlos...
[Por Denise Assis] Para alguns, parece que foi ontem. Para o senso geral, parece ir longe o tempo em que a minha gente andava “falando de lado e olhando para o chão”. Fato é que, do conjunto dos regimes autoritários que sufocaram a América Latina na década de sessenta, o Brasil foi um dos poucos países a não passar a limpo os fatos que marcaram o período. Os motivos são muitos. E, de perto, olhando com lupa, pode-se pegar vários aspectos deste caleidoscópio.
No Brasil, 36% não terminaram o fundamental
[Por Frei Beto] A presidente Dilma promete priorizar a educação. No Brasil, apenas 10% da população concluíram o ensino superior; 23% o médio, e 36% não terminaram o fundamental. O ministro Fernando Haddad se compromete a adotar tempo integral no ensino médio, combinando atividades curriculares com aprendizado profissionalizante.
Recados da natureza
[Por Celso Vicenzi*] "A ação humana tem sido o estopim de muitas tragédias anunciadas: pela ocupação desordenada de encostas e áreas inundáveis; pela falta de distribuição de renda e políticas habitacionais, que empurram os mais pobres para áreas de risco; pela inexistência de projetos adequados para a destinação dos resíduos sólidos; pelo desmatamento; pela desordenada ocupação urbana; pela poluição industrial; pelo incessante apelo à compra de bens materiais que degradam o solo, o ar e a água. Os meios de comunicação culpam os governos pela falta de obras de prevenção, mas nada dizem sobre o estímulo que produzem à sociedade de consumo."
ALERJ debate ‘desenvolvimento e a Zona Oeste’
Faltou perguntar em que sistema econômico os capixabas vivem
Pesquisa do Instituto Futura (http://www.futuranet.ws), publicada dia 28/09/2009, mostra que para os capixabas o lucro das empresas tem uma função iminentemente social de trazer benefícios à população. "Para 49% dos capixabas, as empresas existem para gerar empregos. Outros 20% acham que a missão delas é ajudar no desenvolvimento do país. E para 11% dos entrevistados, elas servem para aliar crescimento à justiça social. Somada a essa visão de que as empresas têm funções exclusivamente sociais, chega a 80%. Apenas 5% dos capixabas acham que a função das empresas é dar lucro”, como diz o programa da Futura, veiculado na Rádio CBN. [9/10/09]
Rio protesta com humor no Grito dos Excluídos
[Por Raquel Júnia] Da sorridente bailarina vestida de rosa até a faixa da Campanha O petróleo tem que ser nosso - última da passeata - era possível medir um quarteirão inteiro da Avenida Presidente Vargas. A bailarina do grupo de teatro Tá na Rua abriu o desfile do Grito dos Excluídos 2009 no Rio de Janeiro, rodopiando uma enorme bandeira vermelha. O grupo de teatro animou o tradicional protesto do dia 7 de setembro.
Mesmo com avanços, novo marco regulatório do Pré-Sal ignora propostas dos movimentos sociais
[Por Dafne Melo/ Brasil de Fato] O tom do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – em ocasião da divulgação, no dia 31 de agosto, das novas regras para a exploração do pré-sal – foi nacionalista, estatizante, evocou os tempos getulistas do “petróleo é nosso” e ainda criticou a gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), acusada por ele de entreguista. Entretanto, basta uma breve olhada nas novas regras para saber que a fala de Lula não se justifica completamente. Emanuel Cancella, da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), avalia que “a proposta não contempla as reivindicações do movimento social”.
Olhar estrangeiro
[Por Adriana Facina] Com raras exceções, como é o caso de Uma onde no ar, de Hevelcio Ratton, de 2002, a produção cinematográfica brasileira recente que toca no assunto favela o faz com um olhar estrangeiro. A “violência” é sempre o centro, crianças muito pequenas aparecem com armas na mão como se isso fosse algo corriqueiro na maioria das favelas, o ambiente favelado é uma ameaça à vida dos que vêm de fora. Já educação de má qualidade, saúde desmatelada, ausência de saneamento básico, moradias precárias, desrespeito aos direitos fundamentais de cidadania são violências invisíveis, que não incomodam tanto a “boa sociedade”.
Mais sete da Colômbia? As 865 bases militares dos EUA em 40 países
[Por Alfredo Jalife-Rahme/ La Jornada] A instalação de sete bases militares dos Estados Unidos na Colômbia provocou massivo repúdio na América Latina. Essa é mais uma ação dentro do contexto do “neopinochetismo hipocritamente tolerado por Washington em Honduras”, de acordo com o jornalista Alfredo Jalife-Rahme do mexicano La Jornada. Segundo ele, o professor Chalmers Johnson, da Universidade da Califórnia (San Diego), põe em evidência o império global de bases militares, que cadencia a longa dependência no imperialismo e no militarismo dos EUA em suas relações com outros países, além de "seu inchado establishment militar".
É preciso um novo modelo agrícola para o país
[Por João Pedro Stedile/ MST] OS PROBLEMAS do desenvolvimento do meio rural e da construção de uma sociedade menos desigual, que resolva os problemas da pobreza, da educação e do direito à terra, passam atualmente por duas iniciativas complementares.
De forma urgente, o governo precisa enfrentar os problemas mais agudos da pobreza no campo. O governo está em dívida com a reforma agrária. Temos ao redor de 90 mil famílias acampadas à beira de estradas, passando por todo o tipo de necessidade por anos e anos. Em 2005, o governo prometeu cumprir a lei agrária e atualizar os índices de produtividade para desapropriação, que são de 1975. Até hoje, nada mudou.
O batidão de volta ao Santa Marta
[Por Marcelo Salles] Foi uma festa bonita. Nada menos que 500 pessoas, muitas crianças, curtiram em paz a Roda de Funk no Santa Marta, favela da zona sul carioca, no domingo, 26 de julho. E foi também uma festa importante pelo simbolismo, já que a polícia militar havia proibido, arbitrariamente, qualquer manifestação político cultural desde que ocupou o morro, em fins do ano passado. A corporação recuou após a mudança no comando do 2º Batalhão de Polícia, responsável pela região, e também pela persistência dos funkeiros. Na mídia, a roda não existiu. [30.07.09]
Invasão do Twitter aumenta preocupação quanto a segurança de ferramentas online
[do Globo Online] Você pode pensar que sua senha protege as informações confidenciais armazenadas em sites. Mas, como os executivos do Twitter descobriram, essa é uma suposição perigosa. A internet entrou em pânico na quarta-feira diante da revelação de que um hacker havia exposto informações corporativas confidenciais sobre o Twitter após invadir a conta de email de um funcionário. A violação levantou bandeiras vermelhas para indivíduos e empresas quanto às senhas usadas para proteger as informações guardadas na web.
PM determina: favelado não tem direito ao lazer
[Por Celso Lungaretti] Frequentemente recebo mensagens me cobrando posicionamento tão incisivo contra a ditadura e as torturas do presente quanto os que eu assumo em relação às dos anos de chumbo. Quem viveu aquele período de arbítrio e atrocidades sabe que a barra pesava muito, muitíssimo mais. Mesmo assim, é chocante que, depois de tanta luta para trazermos o Brasil de volta para a civilização, a imprensa continue tão blindada contra versões/interpretações alternativas e os direitos civis tão impunemente atingidos (ainda mais quando a vítima é a população carente!).
Um luto pelo golpe em Honduras
[Por Carlos Pronzato] Prato cheio para a sociologia e/ou a psicologia das relações humanas este golpe fascista na Honduras, país onde morei, numa das tantas paradas "dos meus diários de motocicleta sem motocicleta" nos longínquos e ainda golpistas anos 80, onde, trabalhando num restaurante de um exilado uruguaio em Tegucigalpa, observava diariamente os "contras" e os marines americanos circulando impunemente na cidade, planificando a derrubada da revolução nicaraguense de 1979.
Sin Permiso, uma revista de esquerda na Colômbia
[Myriam Bautista - El Tiempo] Em entrevista ao jornal El Tiempo, de Bogotá, Antoni Domènech conta a história da revista criada por intelectuais e ativistas de esquerda de três continentes. O título da publicação e do projeto que a anima é inspirado em uma citação de Marx: quem não tem meios próprios de vida tem de pedir permissão a outros para viver, e por isso não é livre. Liberdade é não ter que pedir permissão a outro para sobreviver, uma idéia que vem dos atenienses. Marx serve-se dela para ilustrar o que eram a democracia revolucionária francesa e o socialismo industrial moderno: programas de universalização da liberdade republicana. [Tradução: Tradução: Katarina Peixoto] Para conhecer Sin Permiso (www.sinpermiso.info)
Rio é o primeiro em incidência de Tuberculose
[Por Katarine Flor] O Rio de Janeiro tem 17 mil casos notificados de tuberculose e 15% de abandono do tratamento ao ano. Estima-se que 20% dos doentes não são diagnosticados até a internação ou óbito. De acordo com dados do Ministério da Saúde, no Brasil foram registrados 72 mil novos casos de tuberculose em 2007. Além disso, 4,5 mil pessoas morreram em decorrência da doença. [11.05.2009]
MST: Após Carajás 227 sem-terra morreram em conflitos
[Por Gustavo Uribe/ Agência Estado] Passados 13 anos do massacre de Eldorado dos Carajás (PA), que vitimou 19 sem-terra em confronto com a Polícia Militar do Estado, a violência no meio rural brasileiro cresceu muito. De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), desde a tragédia no Pará, mais de 414 pessoas foram assassinadas em conflitos no campo, sendo que 227 delas eram sem-terra. Em entrevista à Agência Estado, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Vanderlei Martini, fez um balanço da trajetória do movimento desde o massacre de Eldorado.
Jornal O Cabistão - produzido por alunos de Arraial do Cabo
A Crise Capitalista: apenas um início
[Por Daniel Bensaïd] O capitalismo? "É compreensível que as pessoas não acreditem mais nele", confessa Tony Blair em pessoa. Quando se deixa de acreditar no inacreditável, uma crise de legitimidade, ideológica e moral se soma à crise social, e acaba por estremecer a ordem política. A crise atual não é uma crise a mais, equiparável a dos mercados asiáticos ou a da bolha da Internet.
Nova ofensiva contra o MST
[Por Plínio Arruda Sampaio] O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) é sujeito a dois tipos de ataque: os permanentes e os intermitentes. O primeiro tipo é desferido cotidianamente pela UDR (União Democrática Ruralista) e pela "bancada ruralista". Já a segunda forma de ataque acontece de vez em quando. Neste momento, o movimento se debate contra esse segundo tipo: uma grande ofensiva patrocinada por inimigos visíveis e invisíveis.
“Não fique em casa e nem saia do Rio no carnaval”
Haroldo Costa: entrevista ao Bafafá 100% Opinião - Em entrevista exclusiva ao Bafafá 100% Opinião, Haroldo Costa faz uma radiografia da folia. Sobre a possível decadência dos desfiles da Marquês de Sapucaí, ele fuzila: “Eu sempre me manifesto contra o derrotismo, o saudosismo e essa visão que muitas pessoas têm de que o desfile da Sapucaí é uma mesmice. Eu não acho. Cada ano tem diferenças, surpresas”. Sobre a explosão de blocos de rua, não poupa elogios. “Eu vejo que é uma maneira de voltar o carnaval que já houve com olhos do futuro. Está se implantando uma nova forma de fazer bloco. Isso é muito bom”. [09.02.2007]
Influência dos EUA na guerra Israel-Líbano prejudica paz na região
A guerra deflagrada há mais de um mês por Israel contra o Líbano já matou mais de 1.100 libaneses e 150 israelenses, além de oito brasileiros. O Exército israelense quer o desarmamento do grupo xiita libanês Hezbollah sob a alegação de que ele representa uma ameaça a Israel. O Hezbollah, no entanto, é considerado pelo conjunto dos libaneses como o defensor do país nesta guerra. É o que contou à Agência Notícias do Planalto, Kjeld Jakobsen, integrante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Aliança Social Continental. Ele foi o representante brasileiro na delegação internacional da paz que desembarcou no Líbano no dia 12 de agosto. Representantes da Índia, Filipinas, Noruega, França e Espanha também integraram o grupo, que declarou que a resistência libanesa “quebrou pela primeira vez o mito sobre a invencibilidade israelense”. De volta ao Brasil, Kjeld Jakobsen conta o que viu na viagem ao Oriente Médio e analisa o papel dos Estados Unidos no conflito, bem como as perspectivas de paz para a região.
Brasil de Fato traz entrevista didática sobre Estado hebreu
historiador Christian Karam recupera o processo de formação do Estado hebreu e diz que o Hezbollah tem apoio massivo de grupos sociais libaneses historicamente marginalizados pela elite burguesa-liberal de Beirute. (27/07/2006)
Violência não se combate com violência.
Trechos de entrevista publicada na revista Idéias (Ed. de Julho) do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal do estado do Rio de Janeiro (Sisejufe-RJ). Por Mário Augusto Jakobskind. Marcelo Freixo é professor de história e ativista na área de direitos humanos. Coordenou por quatro anos a comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). “Copacabana e Leme, no ano de 2004, tiveram 17 homicídios. No mesmo período, Rocha Miranda e Acari tiveram 617 homicídios. Numa população muito menor. São números incontestáveis”, diz Marcelo.
A Revolução que distribuiu flores faz 30 anos
Entrevista com o historiador Luís Eduardo Mergulhão, por Claudia Santiago, abril de 2004
Entrevista exclusiva com Frei Sérgio Görgen
Por Kátia Marko, de Porto Alegre, abril de 2004
"A mídia implorava pela intervenção militar"
Entrevista com Mino Carta. Por Adriana Souza Silva, da Redação AOL, abril de 2004
Golpe de 64: Denise Assis fala sobre ausência do tema no noticiário
Entrevista com Denise Assis. Por Rodrigo Otávio, do Rio, março de 2004
“O Dia da Mulher Nasceu da Luta das Mulheres Socialistas”
Entrevista com Vito Giannotti. Por Claudia Santiago, março de 2004
A mulher veio para fazer a revolução política
Stela Guedes Caputo entrevista Gisele Gomes Souza
TV em debate na UFF: Entrevista com Lígia Coelho
Por Rodrigo Otávio, março de 2004
Leo: “O Brasil é o favorito da Copa. O mundo inteiro quer ver o Brasil”
Leonardo Nascimento de Araújo, 36 anos, um dos maiores craques da história do futebol, com uma carreira fulminante, campeão da Copa do Mundo em 1994 e famoso por sua atuação filantrópica no Brasil e no mundo, amado em três continentes. Como encontrá-lo para uma entrevista? De férias em Niterói, cidade onde nasceu? Estava, mas já embarcara de volta à Itália onde vive há nove anos e atualmente dirige o Milan. Liguei para a Fundação Gol de Letras, entidade educativa dirigida por ele e por seu melhor amigo, Raí, outro craque nosso. Sugeri aos assessores uma entrevista por correio eletrônico para não incomodar muito. Achei que receberia umas dessas respostas escritas, muitas vezes até pelos próprios assessores. Nada disso. Leonardo quis mesmo foi falar por telefone. “Por correio eletrônico é muito burocrático, você não acha? Por telefone podemos conversar mais e fica muito melhor, não é?” “É, é claro que é!” – respondi agradecida e um tanto sem jeito. Assim, no dia 3 de fevereiro, às 12h30 no Brasil e quase 16h, na Itália, pelo telefone, em sua casa, Leonardo concedeu a entrevista que segue. Entrevista de Leonardo Nascimento de Araújo a Stela Guedes Caputo, março de 2006
Uma entrevista com Cláudio Luiz Barreto
Cláudio Luiz Barreto Nascimento é carioca. Tem 44 anos, é casado, pai de duas filhas. Um trabalhador que exerceu a profissão de ferroviário pela Flumitrens e é técnico de enfermagem. Atualmente é coordenador do PVCM e grande incentivador da educação em Manguinhos. Para Cláudio o pré-vestibular tem dois grandes objetivos: tirar o medo que o jovem pobre tem do vestibular e criar noções de cidadania. Por Douglas Pego, para o BoletimNPC, julho de 2005.
Coordenadora da Missão brasileira ao Haiti fala ao Boletim do NPC
Sandra Quintela, visitou o Haiti como membro de uma delegação de organismos de vinte países. Nesta entrevista, ao Boletim do NPC, Sandra nos traz informações que não chegam através da grande mídia. Por Claudia Santiago, maio de 2005 (boletim 67)
Núcleo
Piratininga
de Comunicação
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