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ARTIGOS História________________
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O dia em que a guerrilha do presidente Mujica executou o mestre da tortura Dan Mitrione
Publicado em 18.08.2010 - Por Breno Altman

Gregório Bezerra - Uma entrevista histórica
Assista à entrevista realizada com o militante Gregório Bezerra, quando ele havia completado 76 anos no exílio. Documentário de Luiz Alberto Sanz, Lars Safstrom, Leonardo Cespedes e Staffan Lindqvist.

Os pecados do Haiti
[Por Eduardo Galeano] A democracia haitiana nasceu há muito pouco. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e enferma não recebeu nada, além de bofetadas. Estava ainda recém nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de terem colocado e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos pegaram e impuseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que havia tido a louca aspiração de querer um país menos injusto.

A Revolução Bolivariana e a paz
[Por Fidel Castro/ Caros Amigos] A Revolução na Venezuela encara problemas completamente novos que não existiam quando, há 50 anos, triunfou a Revolução em Cuba. tráfico de drogas, o crime organizado, a violência social e o paramilitarismo mal existiam. Para o México, a América Central e a América do Sul, estes flagelos significam hoje uma crescente tragédia longe de ser ultrapassada. Ao intercâmbio desigual, ao protecionismo e ao saque de seus recursos naturais, somaram-se o tráfico de drogas e a violência do crime organizado que o subdesenvolvimento e o gigantesco mercado de drogas dos Estados Unidos criaram nas sociedades latino-americanas.

A atualidade de um comunismo radical
[Por Carta Maior] A crise, social, econômica, ecológica e moral de um capitalismo que não retrocede diante de seus próprios limites e cuja desmedida e irracionalidade crescentes ameaçam ao mesmo tempo a espécie humana e o planeta, volta a colocar na ordem do dia “a atualidade de um comunismo radical”, invocado por Benjamin diante do aumento dos perigos do período entre guerras. Em seu último artigo, Daniel Bensaïd, falecido no dia 12 de janeiro, em Paris, analisa a atualidade do Manfiesto Comunista. [14.01.10]

Criminalização da pobreza reforça processo histórico de desumanização dos excluídos
[Por Najla Passos] Todos os dias, a mídia convencional silencia o clamor por vida e dignidade que ecoa dos morros cariocas, dos assentamentos dos sem-terra, das aldeias indígenas da Amazônia, dos vários rincões de pobreza do país. O fenômeno, batizado de “criminalização da pobreza”, é recente, conforme afirmou o coordenador da Rede de Comunidades Contra a Violência, Maurício Campos, na mesa Mídia e Criminalização da Pobreza e dos Movimentos Sociais, durante o 15º Curso Anual do NPC, no Rio de Janeiro, de 11 a 15/11.

Propaganda e projeto político no Estado Novo - O Departamento de Imprensa e Propaganda-DIP
Por Virgínia Fontes. A transformação da publicidade em propaganda, isto é, a mercantilização da difusão e da informação faz parte da expansão contemporânea do capitalismo. O fato das palavras propaganda e publicidade designarem hoje uma atuação de cunho mercantil – louvar produtos para vendê-los, de forma até mesmo cínica e amplamente descomprometida com o conjunto da vida social – nos exige esmiuçar um pouco mais os pontos que estão mais ou menos ocultos sob essa primeira significação.

Curió abre arquivo e revela que Exército executou 41 no Araguaia
Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o major Curió, o oficial vivo mais conhecido do regime militar (1964-1985), abriu ao Estado o seu lendário arquivo sobre a Guerrilha do Araguaia (1972-1975). Os documentos, guardados numa mala de couro vermelho há 34 anos, detalham e confirmam a execução de adversários da ditadura nas bases das Forças Armadas na Amazônia. Dos 67 integrantes do movimento de resistência mortos durante o conflito com militares, 41 foram presos, amarrados e executados, quando não ofereciam risco às tropas.

Para o trabalhador conhecer sua própria história
Por Ligia Coelho. O escritor e ex-metalúrgico Vito Giannotti lança História das Lutas dos Trabalhadores no Brasil, um livro destinado a todos os que querem conhecer a história da classe trabalhadora no País, mas indicado, principalmente, ao trabalhador brasileiro

Imprensa burguesa festejou o golpe civil-militar de 1964
[Fonte: Agência Carta Maior] Aqui está uma seleção do que foi destaque nos principais jornais do Brasil a partir do 1º de abril de 1964. A pesquisa foi publicada originalmente no blog da BrHistória, da jornalista Cristiane Costa.

Escritor angolano fala sobre suas obras e a exaltação de seu povo
[Por Sheila Jacob] O autor angolano Manuel Rui Monteiro esteve no Rio de Janeiro para falar sobre seu livro Quem me dera ser onda. O encontro foi no dia 24 de março, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Reuniu estudantes, professores e admiradores das literaturas africanas de expressão portuguesa. Quem me dera ser onda foi o primeiro livro do escritor, lançado em 1982. A partir da relação dos meninos Zeca e Ruca com o porco levado às escondidas para sua casa, o texto fala sobre a sociedade angolana após a independência de Angola – decretada em 11 de novembro de 1975.

Os 45 anos do comício da Central do Brasil
[Da Agência Carta Maior] Há 45 anos, em 13 de março de 1964, o então presidente João Goulart resumia com a frase "Progresso com justiça, desenvolvimento com igualdade" o famoso discurso em frente ao Edifício Central do Brasil, no Rio de Janeiro. O comício reuniu cerca de 150 mil pessoas, e proclamou o povo a lutar por mudanças estruturais no país que iam do campo à cidade e passavam por amplas reformas na educação, na política tributária e nas leis eleitorais do país. Muitas destas reivindicações até hoje não saíram do papel. Confira o discurso de João Goulart.

Gráficos 1858 - 2008: uma luta de 150 anos
[Por Vito Giannotti] Em vários livros de história do Brasil fala-se da greve dos gráficos do Rio de Janeiro, em 1858. Sua importância se deve ao fato de ter sido o primeiro movimento de trabalhadores que teve visibilidade. Antes tinham acontecido pequenos protestos em oficinas ou nos portos. Mas o movimento iniciado em 9 de janeiro de 1858 foi o que mais apareceu. Foram 60 trabalhadores gráficos de todas as profissões daquele tipo de indústrias, liderados pelos tipógrafos que pararam um setor-chave da capital do país.

O ANO DE 1968 E O MOVIMENTO OPERÁRIO NO BRASIL
[Por Vito Giannotti] Tratar de 1968, no Brasil, significa falar de França, Inglaterra, EUA, Alemanha, Itália e Tchecoslováquia; de Luther King, Panteras Negras, manifestações feministas nos EUA, ofensiva do Tet, no Vietnã, e Revolução Cultural na China. Nesse caldeirão, fala-se de raspão no Brasil e logo se pensa em passeatas de estudantes, artistas e intelectuais contra a Ditadura, que já estava entrando no quinto ano.

Umbanda em permanente mutação
[Por revista retrato do BRASIL]Em visita a terreiros e em conversas com pais-de-santo e intelectuais, RB foi ver como, ao completar cem anos, a primeira religião brasileira, que introduziu nos cultos as figuras do povo pobre, ainda enfrenta preconceitos e prossegue em sua contínua adaptação aos tempos atuais | Tânia Caliari

ALÔ, REPÓRTER ESSO, ALÔ
[Por revista retrato do BRASIL] Livro: Uma história do noticioso que se dizia “testemunha ocular da história” e que, por três décadas, trabalhou no Brasil pelos interesses dos EUA/ Laurindo Leal

CHICO MENDES: CONHECER O MILITANTE SOCIALISTA.
[Por Sebastião Neto] Passados 20 anos do assassinato do companheiro Chico Mendes é necessário revelar elementos mais profundos dessa personalidade fascinante e complexa. Fascinante porque um homem da floresta, com a cara e a personalidade dos ribeirinhos e extrativistas que habitam a região foi subitamente elevado a símbolo mundial da luta dos seus irmãos.

Brasil, 1968: o Assalto ao Céu, a descida ao Inferno
[Por Mário Maestri (*)] As jornadas de 1968, no Brasil e no mundo, não constituem simples sucessos históricos a serem narrados. Passados quarenta anos, 1968 permanece como esfinge enigmática, exigindo que sejam desvelados seus complexos sentidos.

Justiça para Luiz Eduardo Merlino
[Antônio Augusto] No dia 19 de julho de 1971, o jornalista Luiz Eduardo Merlino foi assassinado após uma sessão de torturas na sede do DOI-Codi paulista, comandado pelo então major Brilhante Ustra, que escondia sua identidade dos prisioneiros e se apresentava como o major Tibiriçá para não ser identificado.

O ano de 1968 e o movimento operário no Brasil
[Por Vito Giannotti] Falar em 1968, no Brasil, é falar de França, Inglaterra, EUA, Alemanha, Itália e Tchecoslováquia. É falar de Luther King, Panteras Negras, manifestações feministas nos EUA, ofensiva do Tet, no Vietnã e Revolução Cultural na China. Nesse caldeirão, se fala de raspão no Brasil e quando se toca em Brasil logo se pensa em passeatas de estudantes, artistas e intelectuais contra a Ditadura que já estava entrando no quinto ano. Para os que ainda lembram da ditadura que se implantou em 64, falar em 68 é lembrar do assassinato do estudante secundarista Edson Luís e da enorme passeata no dia seguinte à sua morte. É falar na Passeata dos 100 mil, em final de junho. Alguns se lembram do 7 de Setembro daquele ano, quando um deputado em Brasília chamou os pais dos estudantes a boicotar as manifestações do Dia da Pátria. Também 68 é lembrado pelo Congresso da UNE em Ibiúna e pelo maldito ato Institucional Nº 5, do mês de dezembro, que implantou o terror de Estado em todo o País. Para a imensa maioria dos estudantes de hoje, 1968, no Brasil é pouco mais do que isso. Aliás, para a imensa maioria é muito menos do que isso. O desconhecimento da nossa história que sempre foi histórico no nosso país, hoje, diria que se tornou agudo e endêmico. Ou seja esta cada dia mais profundo e generalizado. [Maio de 2008]

IMPRENSA BRASILEIRA, 200 ANOS - História de continuidade e de ruptura

1808, 1822 e os negros
[Por Emir Sader] A forma que assumiu a independência política no Brasil constituiu no primeiro grande pacto de elite, que se reproduziu, sob distintas formas, ao longo de toda a nossa história. Enquanto a Espanha resistia à invasão napoleônica e, derrotada, favoreceu a cadeia de revoluções de independência de suas colônias na América Latina, a coroa portuguesa veio para o Brasil sem resistência, estreitando a dominação colonial, ao contrário da sua ruptura nos países de colonização espanhola. (Cuba e Porto Rico foram os únicos que não conseguiram obter sua independência naquela momento e, ao não fazê-lo, terminaram tendo os destinos mais radicais e contrapostos no continente: Cuba se tornou socialista, enquanto Porto Rico é um “estado livre associado” aos EUA.) [28/05/2008]

Há 40 anos, Maio de 1968 sacudia o mundo
No Rio de Janeiro, o Seminário Internacional "1968 – 40 anos depois: história e memória" refletirá sobre as mobilizações de 1968, os antecedentes e precedentes dessa data histórica que marcou o mundo. O Seminário será realizado de 6 a 9 de maio, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. As inscrições devem ser feitas no local do encontro, na secretaria do Programa de Pós Graduação em História (PPGHIS) com um custo de 15 reais. Confira a programação

28 de Março: a Rio Branco grita em Uníssono, mas a grande mídia não ouve.
[Por Leandro Uchoas] Eles não saem nos jornais, nem ganham prêmios ou homenagens. Nunca aparecem na TV, e colecionam suas atitudes heróicas vendo, de longe, os holofotes voltados, sempre, aos medíocres. Porque não têm visibilidade, muitos dizem que já não existem mais. Querem convencer-nos de que eles caíram junto com um certo muro alemão. Mas aqueles que se indignam com as iniqüidades sociais, e que ainda ousam sonhar com um mundo menos absurdo, com um planeta menos degradante, ainda existem sim. No último 28 de março, foram eles que coloriram as ruas da Rio Branco para homenagear o estudante Edson Luis, cujo assassinato covarde pela ditadura militar, há 40 anos, desencadeou uma série de protestos em todo no Brasil de 1968.

Os 44 anos do Golpe Militar
[Por Fátima Lacerda] Certas datas precisam ser lembradas, para que as lições da história não sejam esquecidas. Sobretudo as de triste memória. O Holocausto, o 11 de Setembro - Assassinato de Salvador Allende, o Golpe Militar no Brasil - "31 de março ou 1º de Abril?" - foram momentos de tormenta que destruíram gerações de lideranças, pensadores, artistas e impuseram à humanidade décadas de retrocesso, além da necessidade de reconstruir valores básicos da civilidade como a democracia, o respeito às diferenças, o direito de pensar e de se organizar com liberdade.

Aceite a rosa, mas vá à luta!
Para muito além de nos limitarmos a dar ou a receber demagógicos botões de rosas, beijinhos e falsos cumprimentos pelo Dia Internacional da Mulher, temos que, companheiros e companheiras, compreendermos que esse dia simboliza as lutas das mulheres ao longo dos séculos contra a exploração no trabalho, a discriminação de gênero na sociedade e na opressão machista que facilmente chega à agressão moral e física. Isso, tanto no local de trabalho como em casa.

O incêndio na Triangle
O dia 25 de março de 1911 era um sábado, e às 5 horas da tarde, quando todos trabalhavam, irrompeu um grande incêndio na Triangle Shirtwaist Company, que se localizava na esquina da Rua Greene com a Washington Place. A Triangle ocupava os três últimos de um prédio de dez andares. O chão e as divisórias eram de madeira, havia grande quantidade de tecidos e retalhos, e a instalação elétrica era precária.

Il Quarto Stato – O Quarto Estado
Il Quarto Stato reflete as posições políticas do autor. Aos 22 anos, Pelizza se aproximou das idéias socialistas muito difusas entre os trabalhadores da cidade e do campo da Itália daquela época, e sua visão de mundo se expressa neste quadro síntese da sua vida político-artística. Este é um quadro que exalta a força e a maturidade das atitudes dignas, seguras e destemidas da classe trabalhadora. É um quadro sem detalhes que poderiam despistar a atenção e a concentração num único objetivo: tecer um hino à marcha da classe trabalhadora.

Os 200 anos da Imprensa Régia
As elites sempre souberam do poder dos meios de comunicação; Lisboa sempre garantiu para si os monopólios da terra, do comércio e da comunicação

Fidel Castro e o futuro de Cuba
[Por Altamiro Borges] Enquanto a mídia e os seus mercenários rastaqüeras, como Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo, rezam pela morte de Fidel Castro e especulam sobre a regressão capitalista de Cuba, intelectuais sérios tentam analisar os efeitos da decisão do líder cubano de deixar a presidência do Conselho de Estado. Como corrigiu Hugo Chávez, presidente da Venezuela e seu amigo íntimo, “Fidel não renuncia nem abandona nada. Como ele mesmo disse, passa a ocupar outro posto na batalha da revolução cubana e da América Latina. Estará sempre na vanguarda. Homens como Fidel nunca se aposentam”. Corrigida a distorção midiática, fica a pergunta: e qual será o futuro de Cuba? Para Emir Sader, coordenador do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), a tal “renúncia veio a partir de uma transição, pois Fidel foi deixando aos poucos de assumir funções. Foi só uma formalização”. Ele lembra que as idéias da revolução cubana hoje têm mais força no continente, com a vitória de governantes progressistas, e que Cuba não está mais isolada. “Fidel se retira, mas a presença do que ele sonhou é constante. Ele continua contemporâneo na América Latina. Esse é um ‘final de carreira’ digno de quem construiu uma trajetória extraordinária”.

Em nome da mercadocracia
[Por Adriana Facina]De noite, já cansada de trabalhar, liguei a televisão para ver o Jornal da Globo e me deparei com algumas das cenas mais bizarras de toda a minha vida. Tudo bem que o tal jornal é um veículo de desinformação, mas a cobertura sobre a renúncia de Fidel Castro parecia uma farsa gritante. O tom era de uma comemoração de um fim definitivo do socialismo e uma vitória da democracia e da liberdade. “Exilados” cubanos festejando nos EUA, ideólogos do mercado vomitando previsões que apontavam para a adoção do modelo chinês de abertura ao capital, políticos brasileiros saudando o fim da ditadura castrista. Entre estes, o coronel Tasso Jereissati, dono do Ceará, declarando que agora a democracia poderia reinar em Cuba.

As mil lições da Revolução Russa
[Por Vito Giannotti] Em 90 anos, a Revolução Russa suscitou milhares de artigos, livros, textos de todo tipo. Muitos tiveram um título quase padrão: “As lições da Revolução Russa”. Hoje, é difícil dizer algo sobre este tema que já não tenha sido dito. Mesmo assim, vale a pena refletir sobre sua história e sobre que nos resta desta herança.

Feminista cearense, autora de Mulher Brinquedo do Homem e Mulher objeto de cama e mesa, faleceu aos 75 anos
[Por Vito Giannotti] No dia 3 deste mês, morreu a jornalista e ex-deputada do PT Heloneida Studart. Ela nasceu no Ceará em 1932, ano em que as mulheres brasileiras ganharam o direito a voto. Ao final do seu velório, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, uma das canções entoadas pelos amigos foi uma adaptação de “Ô abre alas”, de Chiquinha Gonzaga. A letra improvisada rendia uma homenagem à atividade de Heloneida como escritora feminista: “Ô abre alas, que eu quero passar / Sou feminista, não posso negar / Sou feminista, não posso negar”.

A vida de Aloysio Biondi
[Por Tonho Biondi] Quarenta e quatro anos de jornalismo, mais de 2 mil textos publicados. Neles, um intenso esforço de traduzir a realidade brasileira, interferir nela, permitir que, com base na informação, os brasileiros se manifestassem sobre os rumos do país. Por isso, Aloysio Biondi sempre optou por um texto acessível, original, sem os vícios da linguagem técnica dos especialistas da economia – área em que priorizou sua atuação. As matérias e artigos deixavam clara sua visão crítica e reviravam os conceitos que continham, mostrando que, muitas vezes, um determinado fato poderia, ao menos para a maioria da população, ser interpretado como o oposto do que vinha sendo veiculado pela imprensa. Essas características, apoiadas num obsessivo trabalho de garimpagem de dados, fizeram com que Biondi fosse considerado um dos maiores jornalistas que o Brasil já teve. [ Dez. 2007 ]

O paradoxo andante
[Por Eduardo Galeano] Por Eduardo Galeano Cada dia, ao ler os diários, assisto a uma aula de história. Os diários ensinam-me pelo que dizem e pelo que calam. A história é um paradoxo andante. A contradição move-lhe as pernas. Talvez por isso os seus silêncios dizem mais que suas palavras e muitas vezes as suas palavras revelam, mentindo, a verdade. Dentro em breve será publicado um livro meu chamado Espejos. É algo assim como uma história universal, e desculpem o atrevimento. "Posso resistir a tudo, menos à tentação", dizia Oscar Wilde, e confesso que sucumbi à tentação de contar alguns episódios da aventura humana no mundo do ponto de vista dos que não saíram na foto. Pode-se dizer que não se trata de fatos muito conhecidos. [Janeiro/2008]

Itararé: o Barão de uma batalha inexistente
[Por Luís Pìmentel] A acidentada e irreverente trajetória de Aparício Torelly, precursor dos atuais humoristas da imprensa.

As mutações da Imprensa, Anos 50
[Por José Reinaldo Marques] Professora da UFRJ, Ana Paula Goulart Ribeiro mostra como o Diário Carioca,a Tribuna da Imprensa,a Última Hora e o Jornal do Brasil mudaram a forma de se fazer jornal no Rio e no País.

O grande poder transformador
[Por Adriana Facina] Era domingo. O dia estava agradável, sem muito calor, coisa atípica nos dezembros cariocas, e o samba corria solto na Central do Brasil. O Trem do Samba já se tornou uma tradição na cidade e ocorre todo 2 de dezembro para comemorar o dia nacional do ritmo nascido na cidade maravilhosa. A Central do Brasil é cenário cotidiano de gente indo e vindo apressada do trabalho, rostos cansados de trabalhadores e trabalhadoras brasileiras que sofrem na carne a dureza de uma superexploração que é irmã gêmea da sociedade de hiperconsumo. Trens lotados, passagens caras, distâncias a serem vencidas diariamente numa maratona infindável para garantir a sobrevivência.

Meu pai é o Plínio Marcos, porra!
Carta do filho de Plínio Marcos- Por Leo Lama, em 19.11.2007

Retrospectiva histórica da CUT-RJ
[Por Claudia Santiago] Em 15.06.2006

Por que Hitler foi um idiota?
[Por Adriana Facina] Na semana passada, quando a mesma imprensa que glorificava o capitão Nascimento como herói nacional, tentava assassinar a memória de Che Guevara, voltava eu com minha filha da escola e veio a pergunta: “mãe, é verdade que Hitler era um homem muito inteligente?”. Meu espanto: “Como assim, filha?” Resposta: “É, mãe, meus amiguinhos, Fulano e Cicrano, dizem que Hitler foi um homem muito inteligente. Eles não concordam com o nazismo, mas dizem que ele era muito inteligente.” Na mesma hora, mesmo com todo o espanto, respondi: “Hitler foi medíocre em tudo e apenas soube explorar o medo e o desespero das pessoas na época em que viveu. Mesmo como estrategista militar, deixou a desejar quando, com seu exército batido na frente oriental pelos russos, preferiu destinar recursos à deportação de seus prisioneiros judeus, comunistas, ciganos e homossexuais, bem como às máquinas de matar dos campos de concentração, ao invés de investi-los no front de batalha.” Continuei: “além disso, ele era um homem preconceituoso e sabemos que o preconceito é fruto da ignorância.” Ela disse: “mãe, então escreve um texto explicando por que Hitler foi um idiota?”. [15.10.2007]

Sobre o Ver o Peso: Veroca meu amor
[Por Rogério Almeida] Os abastados da província costumam virar o nariz quando se afirma que o Veroca (Mercado do Ver o Peso) é uma espécie de síntese do povo do Pará, que nesta época do festejo do Círio de Nazaré pulsa a todo vapor. O Veroca é chique, arquitetura de ferro secular de origem belga abriga o setor dedicado a peixe e carne. Cada um em canto oposto. [15.10.2007]

Apresentação do livro Incontornável Marx
[Jorge Nóvoa (org.)] Ao decidir trazer ao público o livro que apresento agora e que foi por mim organizado, tinha em mente a necessidade de fazer circular novas e importantes idéias. Elas aparecem neste livro, contidas em textos inéditos em sua maioria, ou, em outros casos, inéditos no Brasil, caracterizando-se, em sua maioria, pela leitura crítica e renovadora das idéias de Karl Marx. Mas, não se entenda por "renovadora", a última moda de Paris. Seus autores moveram-se pelo desejo de buscar a originalidade e correção de seu pensamento e de sua crítica totalizante aos fenômenos da história e do capitalismo. São artigos que empreendem, assim, uma renovação de aspectos da teoria de Marx e de sua crítica que são, também, releituras e atualizações elaboradas por autores diversos, que não necessariamente se agrupam nas mesmas "escolas" marxianas. Alguns se reivindicam como marxistas e existe quem pensa a partir do pensamento gramsciano, trotskyano, assim como, quem pensa a partir de um paradigma radicalmente marxiano libertário, mas todos pautados exaustivamente em Marx. [17.10.2007]

Vito Giannotti analisa a imprensa operária brasileira
Aconteceu no dia 30/8/2007, o debate A imprensa operária e sindical no Brasil, que recebeu o escritor Vito Giannotti, o professor do Departamento de Jornalismo José Arbex Jr. e o professor da Comfil e diretor da APROPUC, Erson Martins. O evento também era de lançamento do livro A história das lutas dos trabalhadores no Brasil, de Vito.

Novas Tecnologias e Movimentos Sociais: do partido de Lênin às redes da sociedade civil e às comunidades virtuais
Hoje, com a complexidade adquirida pela sociedade fica inviabilizada a estruturação hierárquica e centralizada dos movimentos. A rapidez com que se modificam o contexto político, as relações de forças e os interesses e dinâmicas dos diversos setores, desbordam qualquer possibilidade deles serem contidos neste tipo de estrutura. Isto esta na raiz da crise com que convivemos dos organismos do Estado, e das organizações partidárias e sociais. As novas tecnologias e a Internet, porém, viabilizam formas de organização que permitem incorporar e conviver com a mais ampla diversidade; possibilitam a convergência das dinâmicas particulares e às vezes até contraditórias existentes dentro dos movimentos, e oferecem possibilidades e instrumentos efetivos para uma organização social que ganha a forma de rede e se apresenta através de uma multiplicidade de organizações civis e de comunidades virtuais.

A fantástica revolução antiescravista do Haiti
Por Bernardo Joffily - A tragédia do Haiti atual castiga um país que já esteve no primeiro escalão da prosperidade econômica e da ousadia política nas Américas. É o que mostra Os Jabocinos negros, livro clássico de C. L. R. James, escrito em 1938, que vem de ser lançada no Brasil pela Boitempo. O autor, um intelectual negro antilhano, recorre ao instrumental da teoria da luta de classes para revelar a fantástica revolução haitiana de 1791-1804 e seu principal chefe, Tuissant L Ovrture, 'o Espártaco de Ébano'. [04.2007]

Há 70 anos, morria Antônio Gramsci
Por Augusto Buonicore - Há exatamente 70 anos, no dia 27 de abril de 1937, morria o dirigente comunista italiano Antônio Gramsci. Ele morreu dois dias depois de libertado da prisão fascista na qual havia permanecido os dez últimos anos da sua vida. Este artigo pretende apresentar um pouco da sua vida e de sua elaboração teórico-política [27/04/2007]

As guerras mentem
Por Eduardo Galeano - Dizem que as guerras acontecem por razões nobres: a segurança internacional, a dignidade nacional, a democracia, a liberdade, a ordem, o mandato da Civilização ou a vontade de Deus. Nenhuma tem a honestidade de confessar: “Mato para roubar”.

Algumas datas históricas para não esquecer do 1° de Maio
Por Ernesto Germano Pares - Em 1889, reunidos em Londres, representantes de centenas de entidades de trabalhadores aprovaram uma resolução: que em todos os países, em todas as cidades, os trabalhadores lutem pela redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e que se consagrasse o 1° de maio de cada ano a esta luta (em memória do ocorrido no 1° de maio de 1886, em Chicago).

Os 1º de maio de ontem deixam lições para hoje
Por Vito Giannotti - Em 1891, em Paris, trabalhadores socialistas dos países industrializados da época, reunidos no congresso da Internacional Socialista, consagraram esta data como o dia da luta pelas 8 horas de trabalho. Naquele tempo os operários trabalhavam 12, 15 e até 18 horas por dia. Não havia descanso semanal nem férias. Para o mundo do trabalho não existiam leis. [04.2007]

Imprensa e História Política: Gramsci como alternativa
Por Leonardo da Rocha Botega - Desde os anos 1970, o campo da história política tem dialogado com um conjunto de novas temáticas, num processo desenvolvido a partir de uma perspectiva de renovação teórico-metodológica deste campo historiográfico. Entre estas novas temáticas vêm ganhando destaque as análises do papel que a imprensa escrita tem tido ao longo da história, trazendo a tona uma noção mais ampla das formas de difusão da ideologia dominante em nossa sociedade.

Trabalhadores prestigiam lançamento de livro de Vito Giannotti
Por Lígia Coelho - Bancários, petroleiros, metalúrgicos, professores, jornalistas e metroviários, entre representantes de diversas outras categorias, prestigiaram o lançamento do livro História das Lutas dos Trabalhadores no Brasil, do escritor e ex-metalúrgico Vito Giannotti. O evento, no último dia 27 de março, no Sindicato dos Metroviários do Rio de Janeiro, foi marcado pela informalidade e pela camaradagem que normalmente ocorrem quando velhos amigos se encontram. [Março-2007]

Jack London. O tacão de ferro. SP, Boitempo, 2003.
Por Virgínia Fontes, fevereiro de 2007

Último Discurso de Salvador Allende
Santiago de Chile. 11 de septiembre de 1973

OS JORNAIS E OS OPERÁRIOS
Por Antonio Gramsci. (Texto publicado em 1916)

Gianfrancesco Guarnieri. Por Hamilton Pereira. Publicada em 24.07.2006
“Se a mão livre do negro Tocar na argila O que é que vai nascer?” (Arena Conta Zumbi) Edu Lobo e Guarnieri.

Bico do Papagaio: dias de sangue, dias de UDR, 20 anos atrás
Por Rogério Almeida ... junho 2006

Datas históricas
Com informações da Agenda NPC 2005.

História de agosto de 1945. O terror destrói Hiroshima
Por Janio de Freitas, agosto de 2005, na Folha de S. Paulo

Debate sobre o operário brasileiro que desafiou Moscou em 1922
Boletim NPC nº 72

60 anos do fim da II Guerra: uma interpretação marxista do porquê do conflito
Por Osvaldo Coggiola, no livro Segunda Guerra Mundial

Para sempre, Victor Jara
Há 31 anos, no dia 15 de setembro de 1973, foi assassinado pelo regime ditatorial recém implantado no Chile, o compositor e cantador revolucionário Víctor Jara. Matéria do Boletim NPC nº 51

Você está bem informado?
Teste proposto pelo Boletim NPC nº 50. Peguem um pedaço de papel e anote suas respostas.

A Revolução que distribuiu flores faz 30 anos
Claudia Santiago entrevista o historiador Luís Eduardo Mergulhão

Estado Novo de Vargas distribuiu verbas secretas a jornais em dificuldade

Histórico dos Festivais da Juventude Democrática

FARC: 40 anos de História
Por Yuri Martins Fontes, para a revista Reportagem, julho de 2004. Direto das selvas da Colômbia, correspondente brasileiro analisa a insurgência mais antiga da América.

 


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